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Freixo propõe que turismo substitua peso econômico do garimpo ilegal no Norte

Presidente da Embratur defende o turismo como alternativa para a economia de estados afetados pela campanha anti-garimpo ilegal do governo Lula

Marcelo Freixo (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

247 - O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, propôs, em entrevista à Folha de S. Paulo, que o turismo substitua o peso econômico do garimpo ilegal, atividade altamente poluente que está ligada à degradação do meio ambiente em terras indígenas e à crise humanitária dos indígenas ianomâmi. 

"Onde tem garimpo ilegal, você tem que tirar ele de lá. Qual atividade econômica vai substituí-lo? Porque se não tiver nenhuma, como fica a cidade, o mercado e a geração de emprego? O turismo pode hoje substituir as ilegalidades da economia que hoje ameaçam o meio ambiente e os povos tradicionais", disse Freixo.

"O turismo entra como modalidade de possível resposta, para gerar crescimento econômico", sublinhou. 

Segundo o governo de Roraima, há 50 mil famílias que dependem do garimpo no estado e que não podem ficar desempregadas diante da campanha do governo Lula para erradicar a atividade em territórios demarcados. 

O governador, Antonio Denarium, defende que os próprios indígenas devem se articular para que eles próprios explorem suas terras. 

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