Funai apoia participação de mulher indígena em evento nacional de empreendedorismo feminino
Presença de artesã Karajá amplia visibilidade de saberes tradicionais e fortalece autonomia econômica de mulheres indígenas
247 - A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) apoiou a participação de uma representante indígena no evento Movimente 2026, realizado nos dias 3 e 4 de março, em Brasília. As informações foram divulgadas pela própria fundação. A iniciativa buscou ampliar a visibilidade do empreendedorismo indígena feminino e promover a inserção de produções tradicionais em espaços nacionais de comercialização.
O evento integrou uma ação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), voltada ao fortalecimento do empreendedorismo feminino no Brasil. A programação reuniu lideranças, empreendedoras, instituições e redes de apoio, com foco na valorização de negócios liderados por mulheres, incentivo à inovação, ampliação do acesso a mercados e promoção da autonomia econômica.
A participação indígena foi representada por Mayalu Karajá, integrante do povo Iny Mahãdu-Karajá, originário de Aruanã (GO). Ela esteve presente no estande coletivo do projeto Goiás Original, onde expôs produtos tradicionais que refletem a riqueza cultural de seu povo.
Entre os itens apresentados estavam as bonecas ritxòkò — reconhecidas por expressarem mitos e cosmologias Karajá — além de cestarias, adornos, plumárias, colares e brincos. As peças evidenciam a conexão entre identidade cultural e práticas produtivas, reforçando o valor simbólico e econômico do artesanato indígena.
O apoio à participação foi viabilizado pela Coordenação Regional Araguaia Tocantins (CR-ATO), por meio da Unidade Técnica Local em Goiânia, com suporte da Coordenação-Geral de Atividades Produtivas, vinculada à Diretoria de Gestão Ambiental e Territorial da Funai.
De acordo com o chefe da unidade técnica, Haroldo Resende, “ao promover o acesso a políticas e iniciativas de fomento ao empreendedorismo, a Funai contribui para que as mulheres indígenas ampliem sua autonomia, preservem seus saberes tradicionais e consolidem suas atividades produtivas como instrumentos de afirmação cultural e sustentabilidade”.
Ainda segundo ele, a ação reforça o papel institucional da fundação na promoção e qualificação de iniciativas de geração de renda em territórios indígenas, sempre respeitando as especificidades culturais e incentivando modelos econômicos sustentáveis.
