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Gleisi processa Flávio Bolsonaro por vídeo com inteligência artificial que a associa ao crime

Publicação nas redes sociais vincula a deputada a organizações criminosas e reacende disputa política entre petistas e bolsonaristas

Gleisi processa Flávio Bolsonaro por vídeo com inteligência artificial que a associa ao crime (Foto: ABr | Reprodução)

247 - A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) entrou com uma ação judicial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de um vídeo nas redes sociais que utiliza inteligência artificial para associar a parlamentar a organizações criminosas. A informação foi divulgada inicialmente pela reportagem da Agência Estado, publicada no portal UOL.

O conteúdo que motivou o processo foi publicado pelo senador no domingo, 15. A gravação utiliza a imagem da deputada e a relaciona a violência e criminalidade. Na postagem, Flávio escreveu: “As ligações do PT com o submundo parecem não ter limites. Lula e o PT sempre acabam se alinhando com o que não presta”.

No vídeo compartilhado pelo parlamentar, a narração apresenta acusações genéricas sem citar diretamente a deputada ou o presidente da República. “Você já percebeu como eles tentam inverter o jogo? Acuse-os do que você faz, chame-os do que você é. O mesmo palco eles dividem, e até elogios eles trocam”, diz o áudio da publicação.

Em outro trecho, o material também afirma: “Para eles, traficante é vítima e deve ser bancado pelo governo. E quando surge a chance de endurecer contra as facções, eles dão um jeito de barrar”.

Declaração de Lula e debate sobre facções

A fala mencionada no vídeo faz referência a uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Luiz Inácio Lula da Silva — atualmente no comando do país — durante entrevista coletiva em Jacarta, na Indonésia. Na ocasião, Lula afirmou que traficantes de drogas também seriam vítimas dos usuários. Posteriormente, o presidente se desculpou pela declaração.

O episódio também ocorre em meio a críticas ao governo brasileiro por resistir a um pedido do governo de Donald Trump — atual presidente dos Estados Unidos — para classificar facções brasileiras como organizações terroristas. Entre os grupos citados estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Dentro do governo, críticos da proposta argumentam que a classificação poderia abrir margem para interferência militar americana em território brasileiro sob o argumento de combate ao crime organizado. Já setores da oposição utilizam a resistência do governo para acusar o presidente de tentar proteger facções criminosas.

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