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Gleisi comemora resultados de pacto contra o feminicídio e à violência contra mulheres

Segundo a ministra, Em duas semanas, operações conjuntas coordenadas pelo resultaram em 4.936 prisões por violência contra mulheres e meninas

Gleisi Hoffmann (Foto: Brito Junior/SRI-PR)

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, usou as redes sociais para comemorar uma série de operações coordenadas pelo Ministério da Justiça que intensificaram o combate à violência contra mulheres e meninas em todo o Brasil nas últimas semanas. Em cerca de 15 dias, forças de segurança realizaram milhares de prisões relacionadas a crimes de gênero, incluindo feminicídio, estupro e descumprimento de medidas protetivas.

“Em apenas duas semanas, operações conjuntas do Ministério da Justiça, secretarias estaduais de segurança e Polícia Rodoviária Federal fizeram 4.936 prisões por violência contra mulheres e meninas, descumprimento de medidas protetivas e acusados de feminicídio em todo o país”, escreveu Gleisi na rede social X. 

Segundo o balanço oficial, mais de 24 pessoas foram presas especificamente por feminicídio nesse período. Entre elas, mais de 15 foram detidas em flagrante e ao menos nove tinham mandados de prisão em aberto.

As detenções ocorreram no âmbito de duas ações nacionais: Operação Mulher Segura e Operação Alerta Lilás, iniciativas vinculadas ao Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio.

Mobilização nacional

A Operação Mulher Segura mobilizou cerca de 38 mil agentes de segurança pública em mais de 2 mil municípios brasileiros. No total, foram 3.199 prisões em flagrante e 1.737 detenções em cumprimento de mandados judiciais ou por descumprimento de medidas protetivas de urgência. 

De acordo com Gleisi Hoffmann, a ação representou um esforço conjunto das forças de segurança estaduais e federais. A ministra ressaltou ainda o apoio financeiro do governo federal para a mobilização. Na postagem, ela afirmou que “o Ministério da Justiça investiu R$ 2,6 milhões no pagamento de diárias a policiais que participaram deste verdadeiro mutirão”.

As operações fazem parte da estratégia nacional para enfrentar a violência de gênero, articulando diferentes órgãos do poder público e ampliando a presença policial em regiões com maior incidência de crimes contra mulheres.

Atuação da PRF

Já a Operação Alerta Lilás contou com atuação direta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante 24 dias. A iniciativa resultou em 302 prisões, incluindo três casos de feminicídio.

O diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Oliveira, explicou que a corporação utilizou tecnologia e integração de dados para localizar suspeitos em deslocamento pelo país.

“É cruzar os dados do Banco Nacional de Mandados de Prisão com os registros de deslocamento de veículos em rodovia. E o que as polícias regionais têm dificuldade, justamente por eles estarem em circulação, a Polícia Rodoviária Federal, com a sua capilaridade e com as informações dos nossos sistemas, conseguimos executar essas prisões de forma mais eficiente”.

Entre os casos destacados pela corporação estão a prisão de um homem em Sumaré, acusado de esfaquear a ex-companheira e a filha de três anos, além da detenção de um agressor em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, que ainda ameaçava a namorada no momento da abordagem.

Crimes investigados

Nas duas semanas de operação, o estupro foi responsável por 230 prisões, sendo 59 em flagrante. Já na Alerta Lilás, mais de 200 mandados de prisão estavam relacionados ao não pagamento de pensão alimentícia, além de 27 prisões por estupro de vulnerável.

O levantamento do Ministério da Justiça aponta que o maior número de prisões em flagrante ocorreu em Santa Catarina, seguido por Minas Gerais e São Paulo. Já as detenções por mandado judicial tiveram maior incidência no Distrito Federal, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Durante o período das operações, as autoridades também concederam mais de 18 mil medidas protetivas, mecanismo judicial destinado a manter agressores afastados das vítimas.

Ao comentar os resultados das ações, Gleisi Hoffmann afirmou que o trabalho integrado das instituições deve continuar nos próximos meses. Na publicação, a ministra destacou: “vamos seguir firmes em defesa da vida das mulheres e meninas do Brasil”.

 

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