Governo Bolsonaro ignora caos em Manaus e recorre de decisão que suspendeu Enem no Amazonas

Com pacientes com Covid-19 morrendo na capital amazonense por falta de cilindros de oxigênio nos hospitais, a AGU alegou à Justiça que "qualquer decisão que afete os procedimentos referentes ao cronograma do Enem refletirá nos cronogramas do Sisu, do Fies e do Prouni, resultando, necessariamente, em graves danos ao candidatos"

(Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
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247 - Mesmo com o colapso do sistema de saúde em Manaus, com a alta taxa de contaminação pelo coronavírus e mortos por Covid-19 e com pacientes morrendo pela falta de cilindros de oxigênio em hospitais, o governo Jair Bolsonaro, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), recorreu nesta quinta-feira (14) de decisão da Justiça federal do Amazonas que suspendeu o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no estado.

O Enem está marcado para ocorrer em 17 e 24 de janeiro, ou seja, a primeira etapa da prova já aconteceria no próximo domingo. Mais de 160 mil estudantes amazonenses estão inscritos.

Para suspender o exame, o juiz federal José Ricardo Sales argumentou que o número de casos e óbitos na região estava aumentando.

A AGU, entretanto, alega que a medida causa dano irreparável aos estudantes. "Qualquer decisão que afete os procedimentos referentes ao cronograma do Enem refletirá nos cronogramas do Sisu, do Fies e do Prouni, resultando, necessariamente, em graves danos ao candidatos, a todas as instituições públicas e privadas envolvidas, e ao interesse público como um todo".

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