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Governo estuda liberar R$ 7 bilhões do FGTS para quitar dívidas de 10 milhões de trabalhadores, diz Luiz Marinho

Ministro afirma que novo programa para combater o endividamento está em fase final de análise de pode ser anunciado nos próximos dias

Luiz Marinho (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

247 - O governo federal avalia a liberação de cerca de R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para permitir que trabalhadores utilizem os recursos no pagamento de dívidas. A proposta, em fase final de análise, pode beneficiar até 10 milhões de brasileiros e deve ser anunciada nos próximos dias, segundo o Ministério do Trabalho.

Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que a medida integra um novo programa voltado à reorganização financeira dos trabalhadores. A iniciativa também dialoga com mudanças recentes no uso do FGTS e com políticas de crédito em discussão no governo.

Em entrevista à GloboNews, no Palácio do Planalto, Marinho reiterou estimativas da pasta e destacou o potencial alcance da medida. Segundo ele, “cerca de 10 milhões de brasileiros podem ter acesso a R$ 7 bilhões do FGTS”. O valor, conforme explicou, corresponde a recursos remanescentes que ainda não foram liberados após mudanças recentes na legislação.

O ministro detalhou, em entrevista ao jornal O Globo, que o montante é complementar à liberação de valores para trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário, foram demitidos e tiveram parte do saldo do FGTS bloqueada como garantia de empréstimos. Esses recursos, segundo o governo, ficaram parcialmente retidos mesmo após medidas provisórias editadas anteriormente.

Em 2025, duas medidas provisórias assinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva permitiram a liberação de valores do FGTS para trabalhadores nessa situação. De acordo com o Ministério do Trabalho, cerca de R$ 20 bilhões foram liberados naquele período. No entanto, a pasta avalia que nem todo o montante disponível foi efetivamente repassado, o que resultou em um saldo residual estimado em R$ 7 bilhões.

Esse valor remanescente é justamente o foco da nova proposta em análise. A equipe econômica ainda trabalha para definir com precisão o número de beneficiários, mas as estimativas iniciais indicam que milhões de trabalhadores poderão acessar os recursos para reduzir dívidas e aliviar o orçamento.

Além disso, Marinho também defendeu a revisão das regras para o uso do FGTS como garantia em empréstimos consignados. A proposta busca ampliar o acesso ao crédito com condições mais favoráveis, ao mesmo tempo em que tenta evitar o bloqueio excessivo de recursos dos trabalhadores.

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