Haddad destaca integração federativa em grandes operações contra o crime organizado
Ministro anuncia prisões e grandes apreensões em ações conjuntas entre União e estados nas fronteiras
247 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou os resultados de uma operação integrada de combate ao crime organizado nas fronteiras do Brasil. As declarações foram feitas durante pronunciamento transmitido pelo canal oficial do governo.
Segundo Haddad, a ação envolveu forças federais e estaduais e resultou na prisão de 27 pessoas e na apreensão de mais de 3,5 toneladas de drogas, incluindo 600 quilos de cocaína. Além disso, foram apreendidos 213 mil litros de bebidas adulteradas, mais de mil armas e interditado um prédio de 20 andares com mercadorias ilícitas em Belo Horizonte.
O ministro ressaltou que as operações ocorreram sem troca de tiros nem mortes, o que, segundo ele, demonstra a eficiência da coordenação entre os entes federativos.
“Nos últimos 15 dias, nós fizemos uma operação de fronteira. Foram presas 27 pessoas, aprendemos 213 mil litros de bebida adulterada, três e meia toneladas de droga, sendo 600 quilos de cocaína. Isso foi feito com a ajuda do governador do Paraná, do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul e com todo o aparato federal, combinados e integrados. Não teve tiro, não teve morte”, afirmou Haddad.
O ministro enfatizou que o êxito da ação reflete a nova diretriz do governo Lula de articular uma política nacional de segurança pública integrada, que una os esforços de estados e União. “Tudo isso foi feito com parceria federativa, sem olhar para o partido político de quem quer que seja, fazendo com que os órgãos de Estado trabalhassem cooperativamente nas regiões de fronteira”, disse o ministro.
Durante o balanço, Haddad informou que a operação também frustrou um plano de furto de armas que estavam sob guarda das Forças Armadas. “Nós descobrimos plano de furto dessas armas que agora estão sob guarda das Forças Armadas”, destacou.
As ações integram o esforço do governo federal para enfraquecer financeiramente as facções criminosas e reduzir a influência dessas organizações nas fronteiras e grandes centros urbanos.
O presidente Lula enviou ao Congresso do Projeto de Lei Antifacção, que endurece as penas para integrantes de organizações criminosas e reforça o papel do Estado no combate ao crime.


