Irmão de ex-reitor da UFSC sobre delegada Erika Marena: 'não espanta métodos de prisão e tortura psicológica'

Irmão do ex-reitor da UFSC Luiz Carlos Cancellier, Acioli Cancellier de Olivo criticou Erika Marena, após novos diálogos apontarem que a delegada lavrou o termo de depoimento de uma testemunha sem que ela tivesse sido ouvida. Erika também havia sido responsável pela operação que prendeu ilegalmente Carlos Cancellier e que se suicidou após humilhação pública

Acioli Cancellier de Olivo e a delegada Erika Marena
Acioli Cancellier de Olivo e a delegada Erika Marena (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Rodolfo Buhrer/Reuters)
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247 - O pesquisador aposentado do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Acioli Cancellier de Olivo, irmão do ex-reitor da UFSC Luiz Carlos Cancellier, afirmou que não se surpreende com o comportamento da delegada, após alguns procuradores da operação em Curitiba (PR) afirmarem, em diálogos, que ela resolveu lavrar o termo de depoimento de uma testemunha sem que ela tivesse sido ouvida. Os relatos de Acioli Cancellier de Olivo foram publicados em reportagem da Revista Forum

"Não me espanta cada nova revelação dos métodos 'não republicanos' empregados por membros da Lava Jato para acusar, prender, torturar psicologicamente para conseguir confissões, sem falar do balcão de negócios que envolveu a questão das delações", avalia Acioli, que hoje se dedica a estudos sobre a importância da Ciência, o aquecimento global e o envelhecimento da população.

"A Operação Ouvidos Moucos, que prendeu meu irmão e mais seis professores, não poderia agir de maneira distinta da Lava Jato, pois é herdeira de alguns integrantes, como a delegada Erika Marena. Mas, suponho, laudatória de seus métodos não ortodoxos. Como reza o dito popular, o fruto não cai longe do pé", acrescentou. 

Erika Marena foi a delegada responsável pela operação que perseguiu reitores em Santa Catarina, prendendo ilegalmente Luiz Carlos Cancellier, então reitor da UFSC e que se suicidou depois de uma humilhação pública com acusações de corrupção na universidade. Em 2018, ela foi convidada por Sérgio Moro para integrar a equipe dele no Ministério da Justiça. Depois da saída dele, acabou exonerada.

Leia a íntegra na Revista Forum

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