Lula e Alckmin conversam sobre eleições em SP
Presidente discute cenário eleitoral paulista e avalia nomes para montar palanque competitivo no maior colégio eleitoral do país
247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nos últimos dias com o vice-presidente Geraldo Alckmin para tratar do cenário eleitoral em São Paulo, principal colégio eleitoral do país. O encontro teve como foco a dificuldade de formação de um palanque competitivo no estado, tema que vem preocupando o Palácio do Planalto a menos de um ano do pleito nacional. As infomrações são da CNN Brasil.
A conversa ocorreu nesta semana, durou cerca de uma hora e terminou sem uma decisão concreta. De acordo com os relatos, Alckmin se comprometeu a analisar diferentes cenários para a construção de uma estratégia eleitoral mais sólida em São Paulo.
Além do diálogo com o vice-presidente, Lula também se reuniu recentemente com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Nas duas conversas, o presidente manifestou preocupação com a ausência de uma candidatura forte capaz de enfrentar a disputa no estado, considerado estratégico para o projeto eleitoral do governo federal.
Segundo as informações apuradas, o desejo inicial de Lula era contar com Alckmin ou Haddad na corrida pelo governo paulista. Ambos, no entanto, demonstram resistência à ideia, o que mantém o impasse em aberto. Diante desse cenário, passou a ser considerada a possibilidade de a ministra do Planejamento, Simone Tebet, entrar na disputa. Para viabilizar essa alternativa, ela precisaria transferir seu domicílio eleitoral e se filiar ao PSB.
No plano nacional, Lula também avalia composições para o Senado Federal. Entre as hipóteses em análise está uma chapa que reúna os ministros Guilherme Boulos, do PSOL, e Marina Silva, que pode deixar a Rede Sustentabilidade e se filiar ao PT.
As preocupações do presidente não se restringem a São Paulo. Em Minas Gerais, Lula acompanha com atenção a indefinição do cenário local. Diante da resistência do senador Rodrigo Pacheco, do PSD, o presidente passou a considerar apoiar o ministro Alexandre Silveira, também do PSD, ou o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, do PDT, como alternativas para a disputa no estado.


