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Lula tem voto mais consolidado e rejeição menor que Flávio Bolsonaro

38% dizem que Lula é o único em quem votariam, contra 25% de Flávio; rejeição ao senador chega a 52%, segundo BTG/Nexus

Presidente Lula, 26 de maio de 2026 (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
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247 - A pesquisa BTG/Nexus sobre a eleição presidencial de 2026 mostra que Lula combina dois ativos eleitorais importantes: uma base exclusiva de voto maior e uma rejeição menor que a de Flávio Bolsonaro. Segundo o levantamento, 38% dos entrevistados dizem que Lula é o único candidato em quem votariam. No caso de Flávio, esse índice é de 25%.

A pesquisa foi realizada entre 12 e 14 de junho, com 2.017 eleitores em todo o país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o registro no TSE é BR-06645/2026.

No quesito rejeição, o quadro também favorece Lula. De acordo com o levantamento, 47% afirmam que não votariam no presidente de jeito nenhum. A rejeição a Flávio Bolsonaro é maior: 52%.

Lula tem base exclusiva mais ampla

O índice de voto exclusivo é um dos dados mais importantes da pesquisa. Ele mede o eleitor que não apenas considera votar em determinado candidato, mas o identifica como sua única opção.

Nesse recorte, Lula aparece com 38%, contra 25% de Flávio Bolsonaro. A diferença de 13 pontos indica que o presidente possui uma base mais sólida, fiel e diretamente vinculada à sua liderança política.

O dado também ajuda a explicar a vantagem de Lula nos demais cenários. No voto espontâneo, o presidente lidera por 36% a 27%. No primeiro turno estimulado, vence por 42% a 33% no cenário 1 e por 43% a 34% no cenário 2. No segundo turno, supera Flávio por 49% a 43%.

Rejeição maior pesa contra Flávio

A rejeição é outro ponto sensível para o senador bolsonarista. Segundo a BTG/Nexus, 52% dos eleitores dizem que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum. No caso de Lula, o percentual é de 47%.

Em uma disputa polarizada, rejeição elevada pode limitar o crescimento de um candidato. Flávio enfrenta exatamente esse problema: tem uma base fiel, mas encontra resistência majoritária no eleitorado total.

A pesquisa mostra que o senador herdou parte importante do voto bolsonarista, mas também herdou a rejeição ao campo político comandado por Jair Bolsonaro. Essa combinação torna mais difícil sua expansão fora do núcleo ideológico da extrema direita.

Potencial de voto favorece o presidente

Além dos 38% que dizem que Lula é o único em quem votariam, outros 14% afirmam que poderiam votar no presidente, mas também em outro candidato. Isso significa que Lula tem um potencial positivo de 52% quando se somam voto exclusivo e possibilidade de voto.

Flávio Bolsonaro tem 25% de voto exclusivo e 20% de eleitores que poderiam votar nele. Seu potencial positivo chega a 45%, abaixo do de Lula. Ao mesmo tempo, sua rejeição de 52% é superior à do presidente.

Essa combinação é politicamente favorável a Lula: maior base exclusiva, maior potencial agregado e menor rejeição. Para Flávio, o cenário é mais estreito: rejeição alta e menor capacidade de expansão.

Série histórica confirma resiliência de Lula

A série histórica mostra que Lula mantém uma base robusta. O percentual dos que dizem que ele é o único candidato em quem votariam passou de 34% em março para 38% em junho. A rejeição ao presidente, que era de 49% em março, aparece agora em 47%.

No caso de Flávio Bolsonaro, o voto exclusivo caiu de 27% em março para 25% em junho, enquanto a rejeição subiu de 48% para 52%. A trajetória é negativa para o senador e positiva para Lula.

Esses dados reforçam a leitura de que Lula chega à disputa com maior capacidade de consolidação. O presidente amplia seu núcleo fiel e reduz levemente sua rejeição, enquanto Flávio perde força exclusiva e vê crescer o número de eleitores que dizem não votar nele de jeito nenhum.

Vantagem estrutural

O conjunto dos números revela uma vantagem estrutural de Lula. O presidente lidera nas intenções de voto, cresce no espontâneo, vence o segundo turno e ainda apresenta melhor equilíbrio entre apoio e rejeição.

Flávio Bolsonaro, por outro lado, enfrenta um problema duplo: não consegue superar Lula nos cenários eleitorais e aparece com rejeição maior. Mesmo sendo o principal nome do bolsonarismo testado na pesquisa, o senador ainda não demonstra força suficiente para ultrapassar o presidente.

A BTG/Nexus mostra, portanto, que Lula não lidera apenas por circunstância. Sua vantagem é sustentada por uma base fiel, por menor rejeição relativa e por melhor desempenho nos confrontos centrais da eleição presidencial. 

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