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"Mourão isenta militares de qualquer participação no estrago institucional", diz Janio de Freitas

Em artigo na Folha de S.Paulo, o jornalista Janio de Freitas afirma que nas críticas sobre suposta ingerência do Judiciário, Mourão esquece da nterferência "posta como voz de um poder armado e de histórico inesquecível" de Villas Bôas durante a campanha eleitoral em 2018

"Mourão isenta militares de qualquer participação no estrago institucional", diz Janio de Freitas (Foto: Reprodução | ABr)

247 - O jornalista Janio de Freitas afirma que o o vice-presidente, general Hamiltom Mourão "isenta militares de qualquer participação no estrago institucional" atual. A avaliação é feita a partir do artigo publicado pelo vice no jornal O Estado de S. Paulo.

"O único setor influente na vida institucional poupado pelo vice e general Hamilton Mourão, em artigo no jornal O Estado de S. Paulo, nem precisaria dizer, mas vá lá — são os militares. Isentados de qualquer participação no "estrago institucional" que "está levando o país ao caos", são, portanto, um caso de completa perfeição", afirma o jornalista.

Janio cita a menção feita por Mourão de interferências de um Poder em outro, dirigindo a crítica ao Judiciário. 

"Os militares nunca absorveram, ou nunca entenderam, a função do Supremo como verificador da adequação de atos governamentais e decisões parlamentares à Constituição e seu sentido. O Supremo já foi além disso, sim, mas como exceção, não a ponto de justificar a ideia vulgarizada de judicialização, de apropriação de poderes do governo e do Legislativo", destaca. 

Ele lembrou Mourão que "interferência mesmo, posta como voz de um poder armado e de histórico inesquecível", foi a do comandante do Exército durante a campanha eleitoral em 2018.

"O general Eduardo Villas Bôas investiu então sobre o Supremo, com mensagem exigente de determinado resultado em processo decisivo na eleição presidencial", destacou.