Na Amazônia, militares que paralisaram operações de fiscalização por “falta de recursos” usam orçamento para pintar unidades

Militares que estão na Amazônia justificaram uma suposta falta de recursos para paralisar algumas ações no campo, mas estão usando dinheiro da operação Verde Brasil 2 para pintar unidades da Marinha, em bases que sem nenhum vínculo com a região

Hamilton Mourão
Hamilton Mourão (Foto: Reuters)
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247 - Militares que estão na Amazônia justificaram uma suposta falta de recursos para paralisar algumas ações no campo, mas estão usando dinheiro da operação Verde Brasil 2 para pintar unidades da Marinha, em bases que sem nenhum vínculo com a região, informou reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo apurado pelo jornal, o Centro de Intendência da Marinha, localizado no município de Ladário, no Mato Grosso do Sul, gastou mais de R$ 244 mil na compra de tinta. Até agora, o maior gasto da operação que iniciou em 11 de maio está atrelado ao conserto de helicópteros. 

Segundo a reportagem, “os dados mostram que, do total de R$ 4,927 milhões que já foram empenhados pelos militares dentro da operação Verde Brasil 2 até agora, mais de R$ 2,741 milhões, o equivalente a 55% desses recursos, foram usados para trocar peças e contratar serviços de manutenção de aeronaves”. 

Na semana passada, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, saiu em defesa da altamente questionada operação militar na região. Ele disse que a Verde Brasil 2 não tinha recebido “nenhum centavo” e que o governo quer aprovar um projeto de lei no Congresso, pedindo mais créditos. Os dados oficiais, conforme mostra o artigo, mostram que a operação já contava com um orçamento aprovado de R$ 8,622 milhões - R$ 4,927 já foram utilizados. 

No entanto, enquanto militares pintam unidades, agentes do Ibama no Pará, denunciaram que o Exército suspendeu o apoio às ações de desmontagem das serrarias do município de Uruará conforme programação das ações do GLO (Garantia da Lei e da Ordem) nesta região devido à “falta de recursos”.

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