Na CPI, Mayra Pinheiro desmente Pazuello sobre crise do oxigênio em Manaus
Aos senadores, o ex-ministro da Saúde disse ter sido informado sobre o possível colapso na noite de 10 de janeiro. A secretária Mayra, no entanto, disse que a informação foi passada no dia 8 daquele mês. Documento da Força Nacional do SUS de 8 de janeiro já falava em "falta da rede de oxigênio"
247 - Em depoimento prestado nesta terça-feira (25) à CPI da Covid, a secretária de Gestão do Trabalho e Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como "Capitã da Cloroquina", desmentiu o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello sobre a crise de oxigênio em Manaus, no Amazonas, segundo a CNN Brasil.
Também à CPI, Pazuello havia informado que soube do desabastecimento de oxigênio na capital amazonense na noite de 10 de janeiro, "numa reunião com o governador e o Secretário de Saúde".
Mayra, por sua vez, disse que a informação foi passada ao ex-ministro em 8 de janeiro. “O ministro teve conhecimento do desabastecimento de oxigênio em Manaus creio que no dia 8 [de janeiro], e ele me perguntou: 'Mayra, por que você não relatou nenhum problema de escassez de oxigênio?'. Porque não me foi informado”.
Documento da Força Nacional do SUS, subordinado à Secretaria de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, cita em relatório de 8 de janeiro o “colapso dos hospitais e falta da rede de oxigênio'', afirmando existir à época "um problema na rede de gás do município que prejudica a pressurização de oxigênio nos hospitais estaduais”.
Em 7 de janeiro, a empresa White Martins relatou não ter como suprir a demanda de oxigênio no Amazonas e indicou o nome de outra empresa que poderia prestar o serviço.
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