“Podemos estar diante de um crime de estado”, diz Joaquim de Carvalho

"Seja na execução ou no embaralhamento dos fatos", avaliou o jornalista ao citar declaração de Bolsonaro antes de vir a público a confissão dos crimes e esquartejamento dos corpos

www.brasil247.com - Joaquim de Carvalho, Bruno Pereira e Dom Phillips
Joaquim de Carvalho, Bruno Pereira e Dom Phillips (Foto: Brasil247 | Reuters | Reprodução)


247 - O jornalista Joaquim de Carvalho, colunista do 247, afirmou nesta quarta-feira (15) que os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips podem ter sido "um crime de Estado". 

Segundo reportagem da Bandnews, os irmãos Oseney da Costa e Amarildo dos Santos, o "Pelado", confessaram à Polícia Federal que assassinaram Bruno Pereira e Dom Phillips.

Numa sequência de tweets publicados antes da confissão dos crimes vir a público, Joaquim de Carvalho lembrou da declaração de Jair Bolsonaro, dois dias atrás, afirmando que 'indícios levam a crer que fizeram alguma maldade com eles'. "Parece um jogo de informação e contrainformação, para confundir o público", afirmou Joaquim. 

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"Se o desaparecimento de Bruno e Dom não tiver esclarecimento cabal e rápido, sinto-me autorizado a suspeitar que o episódio vai muito além de criminosos menores, como o tal Pelado. Podemos estar diante de um crime de Estado. Seja na execução ou no embaralhamento dos fatos", acrescentou o jornalista. 

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Leia a sequência de tweets de Joaquim de Carvalho sobre o assunto: 

"O desaparecimento de Bruno e Dom remete a outros casos que envolvem forças de segurança violentas e sem credibilidade. Os corpos simplesmente somem, e a repercussão, com isso, ganha outra dimensão, menor.

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As vítimas da ditadura são exemplo clássico do que certamente é um método. Mais recentemente, tivemos o caso do Amarildo e da Patrícia Amieiro, no Rio. Por isso é que não engulo o caso que envolveu a Embaixada do Brasil em Londres.

Um diplomata de carreira, segundo na hierarquia do órgão, informa a família de Dom que os corpos foram encontrados, vem o desmentido da PF, e a Embaixada espera um dia inteiro -- e sua repercussão -- para dizer que errou.

No mesmo dia, o próprio presidente da república diz que haviam sido encontradas vísceras boiando -- cadê  o DNA? Parece um jogo de informação e contrainformação, para confundir o público.

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Se o desaparecimento de Bruno e Dom não tiver esclarecimento cabal e rápido, sinto-me autorizado a suspeitar que o episódio vai muito além de criminosos menores, como o tal Pelado. Podemos estar diante de um crime de Estado. Seja na execução ou no embaralhamento dos fatos."

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