Polícia Federal mira grupo ligado à Fictor em fraude de R$ 500 milhões
Operação Fallax cumpre mandados em três estados e investiga esquema com uso de empresas de fachada e cooptação de funcionários bancários
247 - A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Fallax com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, envolvendo crimes como estelionato e lavagem de dinheiro. A ação mobiliza equipes em três estados e inclui sócios do Grupo Fictor entre os investigados. As irregularidades apuradas podem ultrapassar R$ 500 milhões, segundo o Metrópoles.
Ao todo, estão sendo cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo. As ordens judiciais são executadas em cidades paulistas como Rio Claro, Americana e Limeira, além de municípios no Rio de Janeiro e na Bahia. Também foi determinado o bloqueio de bens, veículos e ativos financeiros dos investigados, com limite de até R$ 47 milhões.
A investigação teve início em 2024, quando surgiram indícios de uma estrutura organizada voltada à obtenção de vantagens ilícitas por meio do sistema financeiro. Segundo a PF, o grupo atuava com a cooptação de funcionários de instituições bancárias, que inseriam dados falsos nos sistemas internos para viabilizar saques e transferências indevidas.
De acordo com as apurações, empresas de fachada eram utilizadas para movimentar os recursos e ocultar sua origem. Posteriormente, os valores obtidos de forma ilegal eram convertidos em bens de alto valor e também em criptoativos, dificultando o rastreamento pelas autoridades.
A operação também autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao esquema, além de outras medidas cautelares voltadas ao rastreamento financeiro.
Entre os investigados estão integrantes do Grupo Fictor, que atua nos setores de alimentos, serviços financeiros e infraestrutura. A empresa havia sido recentemente mencionada em outro episódio envolvendo o Banco Master, após tentativa de aquisição da instituição.
Os suspeitos poderão responder por uma série de crimes, incluindo organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, além de infrações contra o sistema financeiro nacional. Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão.


