Hotel e mansão de R$ 36 milhões de Vorcaro ficam bloqueados por decisão judicial
Investigadores identificam fundo que recebeu R$ 493 milhões e propriedade de US$ 35 milhões na Flórida entre ativos sob suspeita no caso Master
247 - A Justiça de São Paulo tomou ao menos quatro decisões nos últimos dias para dificultar a venda de bens de luxo ligados ao ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro e a empresas relacionadas ao Banco Master. As decisões foram anunciadas pelo juiz Adler Batista Oliveira Nobre, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais. A Justiça deu o prazo de dez dias para a defesa se manifestar. Em um dos processos, estima-se que o prejuízo possa superar os R$ 2 bilhões.
Conforme destacou o jornal Folha de S.Paulo nesta terça-feira (24), em decisões assinadas nesta segunda (23) foram anunciadas medidas a outros ativos, como uma aeronave modelo Gulfstream G700 avaliada em cerca de R$ 500 milhões e a casa de R$ 36 milhões que ficou famosa por ter sido usada por Vorcaro para receber políticos em Brasília, além de participações societárias registradas em nome de empresas e fundos.
De acordo com investigadores, os recursos do Banco Master teriam sido direcionados a estruturas como o Dublin Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não-Padronizados, que recebeu ao menos R$ 493,9 milhões entre 2023 e 2025.
As apurações também apontaram indícios de que Natalia Bueno Vorcaro Zettel (irmã do ex-banqueiro) e Henrique Moura Vorcaro (pai de Daniel) tenham sido usados para movimentação de recursos e aquisição de bens. Um deles foi uma propriedade na Flórida (EUA) estimada em US$ 35 milhões.
Dono do Banco Master, o empresário Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal, que investiga um esquema de fraudes financeiras. A corporação afirmou que entre R$ 12 bilhões e R$ 17 bilhões foram movimentados de forma irregular.


