Políticos e autoridades lamentam morte de Raul Jungmann
Lideranças políticas destacam legado de diálogo e defesa do Estado de Direito
247 – Políticos e autoridades lamentaram, na noite deste domingo (18/1), a morte do ex-ministro Raul Jungmann, que estava em tratamento contra um câncer e permanecia internado no hospital DF Star, na capital federal.
A informação e as manifestações foram reunidas pelo portal Metrópoles, que destacou a repercussão entre lideranças de diferentes correntes políticas e instituições da República.
Jungmann chefiou os ministérios da Defesa e da Segurança no governo Michel Temer (MDB). Antes, já havia ocupado os ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Política Fundiária, na gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
O ex-presidente da Câmara dos Deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP), que foi colega de mandato de Jungmann, descreveu o ex-ministro como uma pessoa “atuante” e com “capacidade e dedicação específicas na área de segurança”. “Aberto às ideias, respeitado e um legítimo democrata. Meus sentimentos junto aos familiares e amigos próximos”, escreveu.
O senador e ex-presidente do Senado Renan Calheiros (MDB-AL) publicou uma foto com o ex-ministro e afirmou que o “Brasil perdeu um dos maiores pensadores e formuladores da nação”. “Eu perco um amigo muito estimado com quem tive o privilégio de tocar muitas lutas meritórias. Que Deus o tenha em sua infinita generosidade”, disse.
Responsável por nomear Jungmann às pastas da Segurança e da Defesa, Michel Temer afirmou que o pernambucano foi “um brasileiro que soube servir ao país”. “Por onde passou deixou sua marca. Fosse como ministro da Reforma Agrária, ministro da Defesa e Segurança Pública, fosse como grande parlamentar. Tristeza no plano cívico, saudades no plano pessoal. Descanse em paz, Raul”, afirmou.
O senador Randolfe Rodrigues (PT-PE), líder de Lula no Congresso, também se manifestou e disse que, com a morte do ex-ministro, a política brasileira perde “um grande quadro, um homem de diálogo, firmeza e profundo compromisso com o interesse público”. “Perdemos Raul Jungmann, um dos mais capacitados e éticos homens públicos que já conheci na vida”, escreveu no X.
Kátia Abreu, ex-senadora e ex-ministra da Agricultura, afirmou que Jungmann fará muita falta ao país. “Vai em paz meu amigo. Orgulho do meu coração. Amo você para sempre”, completou.
Hugo Motta (Republicanos-PE), atual presidente da Câmara dos Deputados, relembrou a Moção de Louvor concedida por ele a Jungmann em dezembro passado. “Ficam as lições sobre diálogo, construção de pontes e respeito institucional. Meus sentimentos aos familiares e amigos. Que Deus os conforte neste difícil momento.”
No Judiciário, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) também registraram homenagens. Gilmar Mendes afirmou que a partida de Raul Jungmann o atinge de forma “especialmente dolorosa”. “Sempre esteve do lado certo da história, defendendo o Estado de Direito e a solução dos conflitos pela razão, jamais pelo arbítrio”, escreveu. “O Brasil perde um grande homem público; eu perco um amigo. Minha solidariedade à família e a todos que tiveram o privilégio de conviver com Raul Jungmann.”
Dias Toffoli, por sua vez, disse que Jungmann “foi uma presença firme na defesa da ordem constitucional, das instituições e do Supremo Tribunal Federal nos períodos mais difíceis”. “O Brasil perde um homem público que não se escondeu quando a República mais precisou”, afirmou.
Para Cristovam Buarque, atual presidente do diretório do Cidadania no Distrito Federal, a morte do colega deixa um vazio. “Raul Jungmann faz parte daquelas pessoas muito especiais que deixam mais que saudades, deixam um vazio na vida dos amigos e do pais”, lamentou.
Em nota assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva, o Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou lamentar profundamente o falecimento do ex-ministro Raul Jungmann. “Jungmann prestou relevantes serviços ao Estado brasileiro e deixou importante contribuição à vida pública nacional”, diz o texto.
