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Presidente da Caixa ameaçou bancos de perder negócios com governo se assinassem manifesto da Fiesp

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, ameaçou contra a adesão da Febraban ao manifesto que pede “harmonia” entre os Três Poderes, que foi liderado pela Fiesp, através de Paulo Skaf

Jair Bolsonaro e Pedro Guimarães (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

247 - O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, ameaçou contra a adesão da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ao manifesto que pede “harmonia” entre os Três Poderes, que foi liderado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), através de Paulo Skaf.

Segundo coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, “Guimarães telefonou para presidentes de pelo menos duas instituições financeiras e sugeriu que eles poderiam ser excluídos de negócios com o governo – como mandatos para representação ofertas de títulos e ações de empresas públicas na Bolsa de Valores – caso assinassem o documento”.

“Numa das conversas, Guimarães também disse a um banqueiro que ele poderia acabar sendo excluído de transações com a Petrobras se insistisse em assinar o documento. Em outra ligação, na sexta-feira (27), fez questão de dizer que estava ao lado do presidente Jair Bolsonaro, que cumpria uma programação oficial em Goiás”, informou.

Ainda, o presidente da Caixa teria citado o Exército, afirmando que os militares não permitirão que ninguém da família Bolsonaro seja preso, em caso de eventual ordem vinda do Supremo Tribunal Federal (STF).

A publicação do manifesto dos empresários e banqueiros foi suspensa pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, depois de conversa com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, que pediu para que esperassem a realização dos atos bolsonaristas no dia 7 de setembro.

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