Procurador denunciado na Vaza Jato, Pozzobon rebate Toffoli: a Lava Jato não 'destruiu' empresa nenhuma

Procurador Roberto Pozzobon, um dos que agiram fora da lei para obter dados fiscais de suspeitos, conforme mostrou a Vaza Jato, rebateu o presidente do Supremo por suas críticas à operação, que segundo o ministro "destruiu empresas"

Procurador Roberto Pozzobon e ministro Dias Toffoli (STF)
Procurador Roberto Pozzobon e ministro Dias Toffoli (STF) (Foto: Reprodução | STF)
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247 - Depois de Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, atacar o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, por suas críticas à Lava Jato, foi a vez do procurador Roberto Pozzobon, um dos que agiram fora da lei para obter dados fiscais de suspeitos, conforme mostrou a Vaza Jato.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, Toffoli disse que o Ministério Público “deveria ser uma instituição mais transparente” e que “a Lava-Jato destruiu empresas".

"A Lava Jato não 'destruiu' empresa nenhuma. Descobriu graves ilícitos praticados por empresas e as responsabilizou, nos termos da lei. A outra opção seria não investigar ou não responsabilizar. Isso a Lava Jato não fez", afirmou Pozzobon.

Ele também rebateu o comentário de Toffoli de que o Ministério Público deveria ser mais transparente citando o inquérito aberto pelo presidente do Supremo para apurar ameaças, ofensas e supostas fake news disparadas contra integrantes da Corte e seus familiares nas redes sociais. Na postagem no Twitter, ele faz uma crítica à escolha do ministro Alexandre de Moraes como relator do caso por Toffoli, sem realização de sorteio, como é de praxe. 

"Interessante comentário de quem determinou a instauração de inquérito no STF de ofício, designou relator ad hoc (para esta específica função) e impediu por meses o MP de conhecer a apuração", afirmou Pozzobon.

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