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Queiroga pede "pátria de máscara" e diz que acessório "tem o mesmo poder da vacina" para deter a Covid

Mesmo sem o apoio de Bolsonaro, que dispensa em diversas ocasiões o uso de máscaras, o ministro da Saúde pediu adesão da população ao equipamento. Ele também falou sobre a compra de vacinas pela iniciativa privada e sobre impostos cobrados sobre cilindros de oxigênio

Marcelo Queiroga (Foto: Reprodução)

247 - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, concedeu entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (26) e defendeu o amplo uso de máscaras pela população como medida de combate à Covid-19. Na mesma entrevista, o ministro Marcos Pontes (da Ciência, Tecnologia e Inovações) anunciou, horas após a Butanvac, uma nova vacina nacional.

Mesmo não tendo o apoio de seu chefe, Jair Bolsonaro, que por várias vezes promove aglomerações e dispensa o uso do equipamento, Queiroga disse que a máscara tem o mesmo poder de bloqueio do coronavírus do que as vacinas. "Se todos usarem as máscaras, tem o poder de bloquear o vírus tão grande quanto a campanha de vacinação. É hora de combater a pandemia, diminuir a circulação do vírus. Na época de Copa do Mundo a nação se une, se chama de 'pátria de chuteira'. Agora é 'pátria de máscara'. É um pedido que eu faço a cada um dos brasileiros: usem a máscara".

Questionado sobre a exclusão dos cilindros de oxigênio da lista de produtos que deveriam ter alíquota zero de importação, às vésperas do colapso no sistema de saúde do Amazonas, Queiroga fugiu da pergunta e se limitou a afirmar que "o governo tem feito tudo que pode para oferecer os insumos". Ele pediu mais uma vez união nacional contra a pandemia.

Queiroga também comentou o encontro de empresários Carlos Wizard e Luciano Hang com o ministro da Economia, Paulo Guedes, na quinta-feira (25) e defendeu a compra de vacinas pela iniciativa privada.

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