"Quisemos expor a grande contradição da imprensa", diz advogado Marco Aurélio de Carvalho
Jurista falou à TV 247 sobre seu artigo na Folha que rebate o editorial do próprio jornal, que aponta uma suposta culpabilidade de Lula mesmo após o petista ter sido inocentado pela própria Justiça: “o que a Folha procura fazer é inaugurar uma quarta instância”. Assista
247 - O jurista Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas, comentou na TV 247 seu artigo - assinado junto com os juristas Celso Antônio Bandeira de Mello e Weida Zancaner - publicado na Folha de S. Paulo que rebate o editorial do próprio jornal. O editorial, intitulado “O fardo de Lula”, sinaliza que o veículo não tratará o ex-presidente Lula como inocente e ex-preso político, e sim como um inimigo.
O texto dos juristas, que leva o título de “O fardo que a Folha precisa carregar”, rebate, destacando o princípio da presunção de inocência que vigora na Constituição Federal e que, portanto, dá a Lula status de inocente. “O que nós estamos fazendo com esse artigo é levar a Folha a provocar, enfim, dentro da própria imprensa, a necessidade de fazer uma autocrítica, o que eles tanto cobram da esquerda”, disse Marco Aurélio de Carvalho.
O jurista ressaltou não ser papel da imprensa atuar como uma “quarta instância”, que se sobrepõe até mesmo àquilo que o Supremo Tribunal Federal (STF) já reconheceu: a inocência do petista. “O que a Folha e alguns espaços da imprensa procuram fazer é inaugurar uma espécie de quarta instância. O ex-presidente já foi julgado em 17 processos, nós sabemos disso, e o resultado foi a declaração da sua inocência. A Folha quer abrir uma espécie de um novo julgamento, ela quer ser um poder maior que o próprio Supremo Tribunal Federal. Claro que quando eu falo da Folha eu falo de todos os veículos de comunicação que se alinham a essa postura. Eles tiveram a pachorra de defender a ideia de que o Lula foi inocentado mas não é inocente. Inverteram o princípio constitucional que é um alicerce da nossa democracia, que é o princípio da presunção de inocência. É absolutamente desprezível essa posição”.
“A gente quis expor a grande contradição da empresa. A imprensa que aplaudiu o sistema de Justiça que condenou não tem a coragem agora de aplaudir o sistema de Justiça, o mesmo sistema de Justiça, que em virtude do erro que cometeu acaba absolvendo. Essa é a grande contradição”, afirmou.
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