HOME > Brasil

Safra de 2026 deve bater recorde de 348,7 milhões de toneladas

Levantamento do IBGE estima produção de 348,7 milhões de toneladas, alta de 0,7% ante 2025

Plano Safra 2014/2015 aplicou 99% dos recursos de custeio
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

247 - A safra agrícola brasileira de 2026 deve atingir 348,7 milhões de toneladas, novo recorde da série, com crescimento de 0,7% em relação a 2025, segundo levantamento divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira (14); as informações são do Estadão Conteúdo. O volume projetado representa acréscimo de 2,6 milhões de toneladas sobre o desempenho do ano anterior.

A estimativa consta do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de abril, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Na comparação com a projeção apresentada em março, a previsão para 2026 subiu 0,1%, o equivalente a mais 334,277 mil toneladas.

Área colhida deve avançar 2,1%.

O IBGE estima que a área a ser colhida no país chegue a 83,3 milhões de hectares em 2026. O número representa aumento de 1,7 milhão de hectares frente a 2025, alta de 2,1%. Em relação ao levantamento anterior, de março, houve crescimento de 128,572 mil hectares na estimativa de área colhida.

Entre os principais produtos agrícolas, o instituto prevê expansão da área destinada à soja, ao milho e ao sorgo. A área da soja deve crescer 1,2%, enquanto a do milho deve avançar 3,4%, com alta de 11,9% no milho de primeira safra e de 1,3% no milho de segunda safra. Para o sorgo, a projeção é de aumento de 8,5%.

Na direção contrária, o levantamento aponta redução da área colhida de algodão herbáceo, arroz em casca e feijão. As quedas estimadas são de 4,3% para o algodão, 10,4% para o arroz e 3,8% para o feijão.

Soja deve alcançar novo recorde.

A soja deve ser um dos principais motores da safra recorde de 2026. De acordo com o IBGE, a produção da oleaginosa deve crescer 4,8% em relação a 2025 e alcançar 174,1 milhões de toneladas, também um novo recorde.

O sorgo aparece com previsão de alta mais moderada, de 1,0% na comparação anual. Já o café tem estimativa de forte expansão: a produção deve chegar a 4 milhões de toneladas, crescimento de 14,9% sobre o ano anterior.

Segundo o gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, a alta do café é “impulsionada pela bienalidade positiva, pelas boas condições climáticas e pelos preços mais favoráveis, que estimularam o aumento da área cultivada e da produtividade”.

Milho deve recuar após recorde em 2025.

Apesar da previsão de safra total recorde, algumas culturas importantes devem registrar queda em 2026. O IBGE estima retração na produção de algodão, arroz, milho, trigo e feijão.

A colheita de algodão deve cair 8,9%, enquanto a de arroz deve recuar 10,6%. Para o trigo, a queda projetada é de 6,8%, e, para o feijão, de 4,6%.

No caso do milho, a produção total estimada é de 138,2 milhões de toneladas, queda de 2,5% em relação ao recorde registrado no ano anterior. O desempenho, porém, varia entre as safras: a primeira deve crescer 15,2%, enquanto a segunda deve recuar 6,4%.

“O milho tem produção estimada em 138,2 milhões de toneladas, com queda de 2,5% em relação ao recorde do ano passado, ainda que as condições da segunda safra sejam boas e o resultado final dependa da colheita, podendo surpreender”, afirmou Guedes, em nota do IBGE.

O levantamento de abril mostra, portanto, uma safra de 2026 sustentada sobretudo pelo avanço da soja, pela recuperação do café e pelo aumento da área colhida, ainda que culturas tradicionais como arroz, feijão, trigo e milho apresentem retração nas estimativas do instituto.

Artigos Relacionados