“Só há uma saída para Bolsonaro: a interdição”, diz Tereza Cruvinel

Jornalista afirmou que o Judiciário deve reagir de forma contundente contra as mentiras de Jair Bolsonaro. Para ela, a única forma de conter a ameaça anti-democrática seria através da “interdição por impeachment ou por crime comum, com um processo via Supremo”, mas esse caminho segue travado pelo Centrão. Assista na TV 247

Jair Bolsonaro e Tereza Cruvinel
Jair Bolsonaro e Tereza Cruvinel (Foto: Adriano Machado/Reuters | ASCOM)
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247 - A jornalista Tereza Cruvinel defendeu, na TV 247, que o Judiciário brasileiro adote uma resposta vigorosa contra Jair Bolsonaro, que, mais uma vez, espalhou uma série de mentiras sobre as urnas eletrônicas e defendeu o voto impresso.

“Não vamos ter resposta da Câmara pelo impeachment, isso está claro. Então, o conflito é com o Supremo e o Judiciário, de onde pode vir a contenção dele. Aliás, o Supremo é que tem contido um pouco os arroubos do Bolsonaro”, afirmou a jornalista. 

Para ela, as conversas entre o presidente do STF, Luiz Fux, e Bolsonaro, não são suficientes para conter as ameaças anti-democráticas. O magistrado deve usar o discurso de retomada dos trabalhos do Judiciário, na segunda-feira (2), para "dar uma resposta" às declarações do chefe de governo.

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“Isso não adianta mais. Todo mundo já viu que com ele (Bolsonaro) só tem uma saída, que é a interdição por impeachment ou por crime comum, com um processo via Supremo”, defendeu. 

No entanto, Tereza avalia que, mesmo que o STF “peite” Bolsonaro, o controle do Centrão sobre o Congresso seguirá inviabilizando um processo de impeachment. “Digamos que o Supremo resolva peitar o Aras e abrir um inquérito contra o Bolsonaro assim mesmo, por crime comum. Aí tem que pedir a licença da Câmara e tem que ter três quintos dos votos. E aí o Centrão segura. É um beco muito sem saída, nossa situação é muito dramática”, lamentou. 

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