Valdemar projeta segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro: 'não existe terceira via'
Presidente do PL aposta em polarização eleitoral, defende união da direita e prevê disputa acirrada com possível maioria no Senado
247 - O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro deve adotar uma postura conciliadora em uma eventual campanha presidencial. Segundo ele, o foco precisa ser o desenvolvimento do país, sem priorizar conflitos políticos. “Flávio não deve vir para guerrear, mas tocar o País para frente”, declarou.
Valdemar também projetou um cenário de forte crescimento da direita no Congresso Nacional, especialmente no Senado. “Devemos fazer 25 senadores pelo PL e outros 20 pela direita. Teremos maioria no Senado”, afirmou. Apesar disso, ele ponderou que o controle da Casa Alta dependerá do resultado da eleição presidencial: “Mas mesmo fazendo maioria no Senado, não teremos a presidência do Senado se não tivemos a presidência da República”.
Na avaliação do dirigente partidário, o cenário eleitoral já está consolidado em torno de dois polos. “Não há chance de um segundo turno que não seja entre Lula e Flávio Bolsonaro. Não existe terceira via”, disse, referindo-se ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele ainda defendeu a união do campo conservador em torno de um único nome e manifestou dúvidas sobre candidaturas alternativas. “Tenho dúvidas sobre a candidatura do Caiado. O melhor é que ele apoie o Flávio em primeiro turno para que possamos vencer no primeiro turno”, afirmou, em referência ao governador Ronaldo Caiado.
Sobre a composição de chapa, Valdemar descartou a participação da senadora Tereza Cristina como vice. “A Tereza Cristina não será vice do Flávio porque vai concorrer ao Senado”, declarou. Ele também comentou a política externa, defendendo equilíbrio nas relações internacionais: “Flávio Bolsonaro vai ajudar os Estados Unidos no tema das terras raras, mas não vai deixar a China de lado. O melhor para o Brasil é atrair investimentos de todos os países”.
As declarações foram feitas nesta segunda-feira (30), durante um almoço empresarial promovido pelo grupo LIDE, conforme noticiado pelo portal Brasil 247. No evento, Valdemar apresentou projeções eleitorais e avaliou o cenário político nacional, destacando o crescimento do PL e a competitividade de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial.
Segundo o dirigente, o partido deve ampliar significativamente sua bancada na Câmara dos Deputados. Ele atribuiu o avanço ao legado político do ex-presidente Jair Bolsonaro e ao que classificou como um ambiente adverso que acaba fortalecendo a legenda. De acordo com ele, a expectativa é superar a marca de 100 deputados federais e alcançar recordes também em assembleias legislativas estaduais.
Valdemar ainda citou dados de uma pesquisa recente que indicariam equilíbrio entre Flávio Bolsonaro e Lula. “Recebi uma pesquisa nacional hoje. O Flávio está empatado com o Lula. O Flávio com 1% na frente. O Lula com 48% de rejeição. Estamos avaliando isso e estamos vendo que o governo colabora muito com o nosso crescimento, por tudo que tem acontecido no país”, afirmou.
Ao comentar o perfil do senador, o presidente do PL destacou diferenças em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “O Flávio Bolsonaro tem surpreendido a todos nós, porque tem mantido esse empate com o Lula. Estar 1% à frente não é estar à frente, é empate. E ele tem mantido essa diferença”, disse. Ele acrescentou que a campanha deve evitar ataques diretos: “O Flávio vai ter que mostrar o que vai fazer. Não deve ficar atacando o Lula. Não deve perder tempo com isso”.
Por fim, Valdemar reconheceu desafios internos no grupo político, especialmente dentro da família Bolsonaro, e ressaltou a necessidade de unidade para a disputa. Ele também afirmou que partidos atualmente com espaço no governo têm sinalizado apoio à possível candidatura de Flávio, o que pode ampliar a coligação em torno do nome do senador.
