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Com medo de prisão, Weintraub diz que sua prioridade é sair do Brasil o quanto antes

Após anunciar que deixará o ministério da Educação, Abraham Weintraub afirmou que "a prioridade total é que eu saia do Brasil o quanto antes". "Agora é evitar que me prendam, cadeião e me matem", acrescentou

Abraham Weintraub (Foto: Alessandro Dantas)

247 - Após anunciar que deixará o ministério da Educação, Abraham Weintraub afirmou nesta sexta-feira (19) que deverá embarcar nos "próximos poucos dias" para Washington, nos Estados Unidos, onde assumirá uma diretoria do Banco Mundial. Segundo ele, a pressa se deve às ameaças de morte que estaria sofrendo. "A prioridade total é que eu saia do Brasil o quanto antes", afirmou em entrevista à CNN Brasil. "Agora é evitar que me prendam, cadeião e me matem", acrescentou. 

O ministro confirmou que Jair Bolsonaro escolheu o atual secretário-executivo do ministério, Antonio Paulo Vogel de Medeiros, para assumir o comando da pasta interinamente.

Weintraub ficou com a imagem mais desgastada após dizer que, por ele, botava "esses vagabundos" do Supremo Tribunal Federal na cadeia. 

Também levou uma enxurrada de críticas por erros na elaboração do Enem, por declarações polêmicas sobre universidades públicas, que, segundo ele, são palcos de balbúrdia.

Sem formação ou experiência em gestão de políticas educacionais, o chefe do MEC, Abraham Weintraub,  trabalhou 18 de seus 47 anos no Banco Votorantim, onde trabalhou como economista-chefe. Foi demitido e seguiu para a Quest Corretora. Depois tornou-se professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Em julho do ano passado, o governo lançou o programa Future-se para aumentar a participação de verbas privadas no orçamento universitário (veja aqui).

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