Instituto Gamaleya diz que Anvisa não soube ler seu relatório e reafirma segurança da Sputnik V

Dois documentos foram apresentados à Anvisa pela Procuradoria Geral do Estado da Bahia, representando o Consórcio Nordeste. Um dos ofícios reafirma que a Anvisa não realizou testes sobre o que atestou e aponta "entendimento incorreto dos relatórios de Gamaleya"

(Foto: ABr)
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247 - O Consórcio Nordeste, grupo que reúne os nove governos da região, enviou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta terça-feira (4), por meio da Procuradoria Geral do Estado da Bahia, novos documentos do Instituto Gamaleya sobre a Sputnik V, vacina russa contra a Covid-19 que foi barrada pela agência brasileira.

Um dos documentos, de 26 páginas, contém informações complementares do Instituto Gamaleya sobre o imunizante. O texto reafirma que a Anvisa não realizou testes sobre os chamados "adenovírus replicantes", usado pela agência para sustentar a negativa da recomendação da vacina, e aponta "entendimento incorreto dos relatórios de Gamaleya". Em outro trecho, o Centro russo usou a expressão "interpretação incorreta".

O Centro Gamaleya argumenta que um artigo publicado na revista Science “lança luz sobre a fonte do mal-entendido da ANVISA”. Confira o trecho:

“O Artigo cita o entendimento correto de Jorge Kalil de que os rígidos duplos controles de qualidade do Instituto Gamaleya e de Roszdravnadzor confirmaram que nenhum RCA foi detectado”. 

“O imunologista Jorge Kalil, especialista em vacinas da Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, e membro do Conselho de Monitoramento de Dados e Segurança do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, discorda da interpretação da ANVISA. Ele acredita que os documentos de controle de qualidade russos estão na verdade se referindo à sensibilidade do teste”.

“E isso é correto e consistente com a carta de 26 de março à ANVISA que confirma que não foi detectado nenhum RCA. Os controles de qualidade na Rússia que mostram “menos do que o limite de controle de qualidade” significam “não detectado”. 

No mesmo artigo, Gustavo Mendes mostra seu entendimento incorreto dos relatórios de Gamaleya. “Mendes disse à Science que não é o caso e que, se fosse, Gamaleya teria reportado “não detectado”. Esta afirmação é incorreta e altamente antiprofissional, pois mostra que Mendes nem mesmo verificou com o Instituto Gamaleya o significado dos relatórios antes de tirar suas conclusões errôneas e levá-los ao público, provocando danos significativos com base em uma interpretação incorreta.

O segundo documento trata-se de uma manifestação do comitê científico do Consórcio Nordeste, e conta com 34 páginas.

Leia abaixo a íntegra das duas documentações:

 

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