Depois de anunciar vacinação, Doria diz que Bolsonaro só prejudicou e desafia: São Paulo não é a terra da cloroquina

“Aqui não é a terra da cloroquina, aqui é terra da vacina", disse Doria neste domingo, em desafio aberto a Jair Bolsonaro. Foi durante o anúncio da antecipação do calendário de vacinação contra a Covid-19 em São Paulo

Jair Bolsonaro e Doria segurando a vacina CoronaVac
Jair Bolsonaro e Doria segurando a vacina CoronaVac (Foto: REUTERS/Adriano Machado | GOVSP)
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247 - Na entrevista em que anunciou a antecipação do calendário da vacinação em São Paulo e prometeu que todos os adultos serão vacinados até 15 de setembro, o governador João Doria (PSDB) voltou a criticar Jair Bolsonaro, disse que ele "só prejudicou" o estado e o Brasil durante a pandemia do novo coronavírus e desafiou: “Aqui não é a terra da cloroquina, aqui é terra da vacina".

Doria não respondeu diretamente aos ataques de Bolsonaro durante a ‘motociata’ deste sábado, mas recheou seu discurso com indiretas. "Em São Paulo, nós vamos vacinar. Aqui não é a terra da cloroquina, aqui é terra da vacina", disse Doria, referindo-se à insistência de Bolsonaro com a cloroquina, remédio ineficaz no combate ao novo coronavírus.

No sábado, Bolsonaro comandou o coro de apoiadores que xingavam o governador e chegou a chamá-lo de ditador n o discurso em frente à Assembleia Legislativa, depois da ‘motociata’. Bolsonaro voltou a defender a cloroquina de demais remédios do tratamento ineficaz contra o coronavírus e distorceu dados para dizer que pode ter ocorrido supernotificação de mortes por Covid-19 no Brasil, quando na verdade especialistas apontam subnotificação. 

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No final da entrevista, o governador atacou diretamente o presidente ao falar sobre o papel do Governo Federal na vacinação. "O presidente nunca ajudou São Paulo ao longo da pandemia, só prejudicou. Não só São Paulo, mas o Brasil", disse.

Doria ainda disse que parte das mais de 480 mil mortes por covid-19 no Brasil "se deve à atitude negacionista e criminosa do presidente da República" e disse que o Ministério da Saúde cumpriu apenas sua obrigação ao comprar vacinas.

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