Instituto Butantan diz que Anvisa atrasa produção da vacina chinesa no Brasil

Diretor do Butantan, Dimas Covas, diz que a Anvisa informou nesta quinta-feira (22) que vai analisar somente em 11 de novembro o pedido de importação da matéria-prima para a produção da Coronavac. "Estou inconformado e ansioso", disse ele

Dimas Covas
Dimas Covas (Foto: Reprodução)
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247 - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), subordinada ao governo de Jair Bolsonaro, está atrasando a autorização de importação da matéria-prima que possibilita a fabricação da vacina chinesa Coronavac. 

A denúncia foi feita pelo diretor-geral do Instituto Butantan, Dimas Covas. Segundo a colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, Dimas Covas afirma que enviou um pedido formal de liberação excepcional da importação do produto no dia 23 de setembro. Nesta quinta-feira (22), a Anvisa informou ao Butantan que o assunto só será tratado em uma reunião marcada para o dia 11 de novembro.

"Estou inconformado e ansioso. Uma liberação que ocorre em dois meses deixa de ser excepcional", afirmou o dirigente do Instituto Butantan à jornalista. "A fábrica do Butantan já está pronta para produzir a vacina. Estamos esperando apenas a autorização para importar a matéria-prima e começar o processo", acrescentou. 

A informação da Anvisa ao Instituto Butantan ocorre em meio à guerra travada por Jair Bolsonaro contra a vacina chinesa, a mais avançada para a imunização da população contra o coronavírus. Nessa quarta-feira (21), Bolsonaro desautorizou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que havia anunciado a compra de 46 milhões de doses da vacina e sua incorporação no calendário nacional de vacinação já a partir de janeiro de 2021. 

Nesta quinta-feira, Bolsonaro afirmou que o Brasil não comprará a vacina CoronaVac, da empresa chinesa Sinovac e que está sendo testada no Brasil pelo Instituto Butantan, porque o medicamento não transmite segurança “pela sua origem” e não tem credibilidade.

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