“A CPI pode responsabilizar o presidente da República”, diz Renan Calheiros

Relator da CPI da Covid, o senador afirmou em entrevista à TV 247 que, apesar de não poder abrir um processo de impeachment contra Jair Bolsonaro, a comissão pode contribuir para embasar um pedido através da responsabilização do presidente. Assista

Renan Calheiros e Bolsonaro
Renan Calheiros e Bolsonaro (Foto: ABr)
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247 - O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), explicou em entrevista à TV 247 nesta semana que, apesar de não poder abrir um processo de impeachment contra Jair Bolsonaro, a comissão pode responsabilizar o presidente pela má gestão da pandemia e embasar pedidos de impedimento.

“A CPI não pode [abrir um processo de impeachment]. Ela pode responsabilizar. O que aconteceu no impedimento do ex-presidente Fernando Collor foi exatamente isso. A CPI recomendou e as entidades no dia seguinte, com base na investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito, pediram o impedimento, a ABI e a OAB. Neste caso, nós poderemos concluir pela responsabilidade do presidente da República ou de algumas pessoas. Essa é uma das hipóteses da Comissão Parlamentar de Inquérito. Nós estamos apenas começando nossos trabalhos, é claro. E mandar o resultado do investigado para a Procuradoria-Geral da República, que tem um prazo de 60 dias, e para a Advocacia-Geral da União, que tem prazo igual”, disse Renan.

Orçamento paralelo

O senador também condenou o que chamou de “orçamento inédito no mundo”, em referência ao chamado “orçamento paralelo”, esquema de compra de apoio parlamentar pelo governo federal por meio da distribuição de máquinas agrícolas. Segundo ele, o esquema “blinda o governo”, mas destaca que as manifestações populares como as do último sábado (29) podem aumentar ainda mais o desgaste de Bolsonaro.

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“Paralelamente, é preciso fazer alguma coisa do ponto de vista da blindagem do governo. O governo está montado em um orçamento inédito no mundo, porque pessoal, não coletivo, que beneficia pessoas da sua base com valores inacreditáveis para um orçamento, com déficit fiscal de mais de 330 bilhões de reais. E o governo acha que isso é uma blindagem para que não aconteça nada em relação ao seu impedimento. Mas a política, ela muda bastante. Acredito que a própria Procuradoria-Geral da República tende a mudar. Nós vamos ter aí a recondução ou reeleição do procurador-geral da República. Se for o procurador Aras, ele estará no seu segundo mandato. As coisas podem, efetivamente, efervescer em função da participação popular, do desgaste e do desespero”, disse Renan.

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