Kátia Abreu enquadra Ernesto Araújo e sua “memória seletiva”

A senadora Kátia Abreu (PP-TO) enquadrou Ernesto Araújo, que mentiu em depoimento na CPI da Covid ao negar conflitos diplomáticos com a China. "O senhor não colocou o Brasil como pária, e sim na posição de irrelevância", disse. "É um negacionista compulsivo, omisso", acrescentou. "Você estava para defender os brasileiros e não a sua posição ideológica"

Senadora Kátia Abreu (PP-TO) e o ex-chanceler Ernesto Araújo
Senadora Kátia Abreu (PP-TO) e o ex-chanceler Ernesto Araújo (Foto: Reprodução | Edilson Rodrigues/Agência Senado)
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247 - A senadora Kátia Abreu (PP-TO) enquadrou o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, que mentiu nesta terça-feira (18) em depoimento na CPI da Covid ao negar conflitos diplomáticos com a China. Segundo a parlamentar, a gestão de Araújo foi uma "bússola que nos levou para o naufrágio da política internacional". 

"O senhor não colocou o Brasil como pária, e sim na posição de irrelevância", disse. "O senhor ajudou a atacar (a China), humilhando... é um negacionista compulsivo, omisso", acrescentou.

De acordo com a senadora, "há um Ernesto que fala conosco e outro Ernesto nas redes". "Estou confusa", afirmou. "Por que o preconceito com vacinas?", questionou Kátia, que também criticou o fato de o ex-chanceler ter intermediado a compra de cloroquina. "Esse medicamento foi condenado no sentido de não ser útil", disse.

A senadora continuou. "O senhor criticou nossa proximidade com a China, com os Brics... o senhor é muito ousado. Isso colaborou para a compra de vacinas", ironizou. 

Quando foi ministro, Araújo usou termos "comunavírus", "vírus ideológico" e apontou ameaça de "pesadelo comunista" em artigo publicado em seu blog pessoal em abril de 2020 ao se referir à China. E negou ter sido ofensivo com o país asiático

"Como isso não é ataque?", continuou Kátia Abreu. "Você estava para defender os brasileiros e não a sua posição ideológica. O senhor atacava fortemente a China. Vocês não eram parceiros do governo americano, e sim do Trump. O senhor não entendeu que não somos amigos de presidente, e sim das nações", afirmou. 

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