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Cuba: a ilha que canta, escreve e pinta

A cultura cubana se afirma como um patrimônio vivo

Cuba: a ilha que canta, escreve e pinta

Por Elna Souza, em Diplomacia business - Cuba possui uma das expressões culturais mais ricas e singulares do Caribe e da América Latina, resultado da fusão entre heranças indígenas, africanas e europeias. Essa diversidade se reflete de forma marcante nas artes visuais, na literatura e na música, áreas nas quais o país alcançou reconhecimento internacional e influenciou gerações dentro e fora de suas fronteiras.

Nas artes visuais, Cuba se destaca por uma produção que dialoga com identidade, política e memória histórica. Entre os nomes mais emblemáticos está Wifredo Lam, pintor de projeção mundial que mesclou o surrealismo europeu com símbolos da cultura afro-cubana. Outro destaque é René Portocarrero, conhecido por suas representações vibrantes de Havana, cheias de cores intensas e formas expressivas. Já Servando Cabrera Moreno marcou a arte cubana com obras ousadas, que abordam o corpo humano, a sensualidade e questões sociais.

A literatura cubana também ocupa lugar central no panorama cultural do país. José Martí, considerado herói nacional, foi poeta, ensaísta e pensador fundamental para a identidade cubana e latino-americana. No século XX, Alejo Carpentier ganhou destaque por desenvolver o conceito do “real maravilhoso”, influenciando profundamente a literatura do continente. Outro nome essencial é Guillermo Cabrera Infante, cuja escrita inovadora e urbana retrata Havana com humor, crítica e experimentação linguística.

Na música, Cuba é reconhecida mundialmente como berço de ritmos que conquistaram o mundo. Compay Segundo, um dos ícones do son cubano, levou a música tradicional a públicos globais, especialmente com o projeto Buena Vista Social Club. Celia Cruz, a “Rainha da Salsa”, tornou-se um símbolo da música latina, com carreira internacional e impacto cultural duradouro. Já Silvio Rodríguez, um dos fundadores da Nueva Trova, uniu poesia e música em canções marcadas por reflexão social e lirismo profundo.

Assim, a cultura cubana se afirma como um patrimônio vivo, no qual artes visuais, literatura e música se entrelaçam para expressar a história, as contradições e a criatividade de um povo que transformou sua experiência em arte reconhecida mundialmente.

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