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Livro sobre 1964 disputa o Prêmio Jabuti Acadêmico 2026

Obra sobre o golpe de 1964 concorre ao Prêmio Jabuti Acadêmico 2026 e reúne análises sobre memória, repressão e democracia no Brasil

Luciene Carris (Foto: Divulgação)

247 - A coletânea sobre o golpe de 1964 que disputa o Prêmio Jabuti Acadêmico 2026 reúne pesquisadores para analisar memória, repressão e democracia no Brasil, ampliando o debate sobre um dos períodos mais marcantes da história nacional. As informações foram divulgadas pela própria organização da obra.

Segundo dados apresentados na divulgação do livro, a coletânea “1964: O que ainda nos resta dizer?”, organizada pela historiadora Luciene Carris e publicada pela Editora Metanoia, integra a lista de concorrentes ao prêmio em 2026. A obra reúne 11 autores em uma análise aprofundada sobre o legado da ditadura militar.

Dividido em oito capítulos, o livro aborda temas centrais relacionados ao período, como a destruição e reconstrução de patrimônios, formas de resistência cultural e comunitária, repressão no campo e conflitos por moradia. Os textos também examinam diferentes manifestações de opressão enfrentadas pela população ao longo da ditadura.

A organizadora Luciene Carris destacou o significado da indicação ao prêmio. “Para mim, a indicação ao Jabuti Acadêmico já é uma conquista valiosa. Caso o livro seja premiado, o debate sobre a ditadura será levado para outros espaços, além do ambiente acadêmico", afirmou.

"Além disso, reconhece a importância dos temas pesquisados pelos onze autores e autoras, como repressão, luta por moradia, resistência artística, políticas indigenistas, patrimônio, liberdade de expressão, cultura e direitos civis. Passamos por um momento na história recente do país marcado por disputas sobre essa memória. A coletânea analisa esse período com intuito de compreender o passado e o presente, além de reforçar a importância da democracia na contemporaneidade”.

A publicação também se insere no contexto dos 60 anos do golpe de 1964, completados em 2024, e propõe uma reflexão que conecta passado e presente. A obra destaca desafios atuais para o fortalecimento da democracia, como a defesa da liberdade de expressão, a resistência política e a garantia de direitos fundamentais.

Em meio a disputas em torno da memória histórica no Brasil, o livro busca contribuir para a compreensão do período recente e incentivar uma leitura crítica sobre seus impactos na sociedade contemporânea.

Participam da coletânea autores como Andréa Cristina de Barros Queiroz; Carlos Eduardo Pinto de Pinto e Rodolfo Rodrigues de Souza; Andréa Casa Nova Maia, Adriana Camargo Pereira e Rita Lages Rodrigues; Vicente Saul Moreira dos Santos; Silene Orlando Ribeiro; Luzimar Soares Bernardo; Mário Brum; Luciene Carris e Maria Nilda Bizzo.

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