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Alckmin sobre recorde de exportação: 'ampliamos o emprego e a renda no Brasil'

De acordo com o vice-presidente, "mais de 40 mercados bateram recorde de compras de produtos brasileiros”. Vídeo

Geraldo Alckmin (Foto: André Neiva/MDIC)

247 - Vice-presidente da República, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou a alta das exportações brasileiras e, em postagem publicada na rede social X, o titular da pasta afirmou que o governo do presidente Lula aumentou “oportunidades, emprego e renda" no Brasil durante o ano passado. 

“Em 2025, o Brasil alcançou um recorde histórico de exportações, com US$ 349 bilhões em vendas ao exterior — US$ 9 bilhões acima do melhor resultado anterior”, escreveu o ministro na plataforma. “Crescemos 3,5% em valor e 5,7% em volume, mais que o dobro da média global prevista pela OMC. E mais de 40 mercados bateram recorde de compras de produtos brasileiros”.

As estatísticas das exportações brasileiras no ano passado foram divulgadas pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Setores, produtos e países

Ao longo de 2025, as exportações da indústria de transformação avançaram 3,8% em valor, movimento impulsionado por um crescimento de 6% no volume embarcado. Com isso, o setor alcançou um patamar recorde de US$ 189 bilhões em vendas externas. 

Entre os destaques, figuram os maiores valores já registrados nas exportações de carne bovina (US$ 16,6 bilhões), carne suína (US$ 3,4 bilhões), alumina (US$ 3,4 bilhões), veículos automóveis para transporte de mercadorias (US$ 3,1 bilhões), caminhões (US$ 1,8 bilhão), café torrado (US$ 1,2 bilhão), máquinas e aparelhos elétricos (US$ 1,0 bilhão), máquinas e ferramentas mecânicas (US$ 729 milhões), produtos de perfumaria (US$ 721 milhões), cacau em pó (US$ 598 milhões), instrumentos e aparelhos de medição (US$ 593 milhões) e defensivos agrícolas (US$ 495 milhões).

A indústria extrativa apresentou expansão de 8% no volume exportado em 2025. O minério de ferro alcançou embarques recordes de 416 milhões de toneladas, enquanto o petróleo também atingiu um máximo histórico, com 98 milhões de toneladas exportadas. No segmento agropecuário, houve crescimento de 3,4% no volume e de 7,1% no valor das exportações. O café verde registrou valor recorde de US$ 14,9 bilhões, ao passo que a soja alcançou volume histórico de 108 milhões de toneladas, assim como o algodão em bruto, que chegou a 3 milhões de toneladas.

No recorte por destinos, as exportações brasileiras para a China cresceram 6% e totalizaram US$ 100 bilhões, puxadas principalmente por soja, carne bovina, açúcar, celulose e ferro-gusa. Para a União Europeia, o avanço foi de 3,2%, com destaque para café, carne bovina, minério de cobre, milho e aeronaves. Já as vendas externas para a Argentina registraram forte expansão de 31,4%, impulsionadas sobretudo pelo setor automotivo.

Estados Unidos

As exportações para os Estados Unidos apresentaram retração de 6,6% no acumulado do ano, concentrada no período entre agosto e dezembro, em decorrência do aumento de tarifas aplicado pelo governo norte-americano a parte dos produtos brasileiros. 

A maior queda foi observada em outubro, quando a redução atingiu 35,4%. Em dezembro, no entanto, houve desaceleração da retração, com recuo de 7,2% e embarques superiores a US$ 3 bilhões, totalizando US$ 3,4 bilhões.

No campo das importações, os bens de capital lideraram o crescimento, com alta de 23,7%, seguidos pelos bens intermediários, que avançaram 5,9%, e pelos bens de consumo, com aumento de 5,7%. Em sentido oposto, as importações de combustíveis registraram queda de 8,6%.

Emprego e os seus setores

O Brasil registrou mais um recorde inédito e positivo na taxa de desemprego. No trimestre encerrado em novembro de 2025, a taxa de desocupação medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística chegou a 5,2% da força de trabalho do país, a menor já registrada desde o início da pesquisa, em 2012. O indicador vem mostrando, de forma contínua, as menores taxas da história desde o trimestre encerrado em junho de 2025.

No trimestre encerrado em novembro, a PNAD Contínua encontrou 5,644 milhões de pessoas em busca de trabalho, o menor número de desocupados já registrado pela pesquisa. Ao longo da série histórica, o maior contingente de desocupados ocorreu no trimestre encerrado em março de 2021, auge da pandemia de COVID-19, quando o indicador registrou a 14,979 milhões de pessoas.

Frente ao trimestre móvel anterior, o grupamento de atividade com aumento significativo de pessoas ocupadas foi o de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com alta de 2,6%, ou 492 mil pessoas ocupadas a mais. Os outros nove grupamentos ficaram estáveis. 

Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, a ocupação cresceu em dois grupamentos: Transporte, armazenagem e correio (3,9%, ou mais 222 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (5,6%, ou mais 1,0 milhão de pessoas).

No grupamento de Serviços domésticos, recuou 6%, o equivalente a menos 357 mil trabalhadores. Os grupamentos restantes mostraram estabilidade. “As ocupações associadas às atividades de serviços de Educação e Saúde foram as que mais contribuíram para a expansão da ocupação no trimestre”, observa Adriana.

Informalidade, carteira assinada e renda

A taxa de informalidade (proporção de trabalhadores informais na população ocupada) foi de 37,7% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais). Ficou abaixo dos 38% (ou 38,9 milhões) observados no trimestre encerrado em agosto e foi menor que os 38,8% (ou 39,5 milhões) atingidos no trimestre encerrado em novembro de 2024. 

A variação negativa na informalidade foi influenciada pelo novo recorde no número de trabalhadores com carteira assinada, que chegou a 39,4 milhões, com estabilidade na comparação trimestral e alta de 2,6% (ou mais 1 milhão de trabalhadores com carteira) no ano. 

O rendimento médio real habitual da população ocupada chegou a um novo recorde: R$ 3.574, crescendo 1,8% no trimestre e 4,5% em relação ao mesmo trimestre móvel de 2024, já descontados os efeitos da inflação. No trimestre, o rendimento recorde foi puxado pela alta de 5,4% no rendimento médio dos trabalhadores em Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas.

Já na comparação anual, houve ganhos em cinco atividades: Agricultura e pecuária (7,3%), Construção (6,7%), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras (6,3%), Administração pública (4,2%) e Serviços domésticos (5,5%).

Adriana Beringuy explica que “os ganhos quantitativos no mercado de trabalho, por meio dos recordes de população ocupada, têm sido acompanhados por elevação do rendimento real recebido por essa população ocupada crescente. A combinação de expansão do trabalho e da renda impulsionam a massa de rendimento do trabalho na economia”. 

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