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Ataque hacker ao Pix: BTG Pactual recupera R$ 73 milhões e reforça segurança

Os recursos não eram das contas dos clientes, mas do valor mantido pelo BTG Pactual junto ao Banco Central

Pix (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

247 - O BTG Pactual já conseguiu recuperar cerca de R$ 73 milhões após um ataque hacker que desviou aproximadamente R$ 100 milhões por meio do sistema Pix no último fim de semana. As informações foram divulgadas inicialmente pela coluna Capital, do jornal O Globo.

Segundo apuração, os valores desviados não pertenciam a clientes do banco, mas sim a recursos mantidos pela instituição junto ao Banco Central do Brasil, utilizados para a liquidação de transações via Pix — mecanismo essencial para o funcionamento instantâneo do sistema.

O incidente começou a ser identificado nas primeiras horas de domingo, quando o Banco Central detectou movimentações consideradas atípicas. A partir das 6h, alertas automáticos foram disparados por um sistema de monitoramento criado justamente para identificar operações fora do padrão, uma resposta a ataques anteriores que atingiram o sistema financeiro nacional.

Em nota oficial, o BTG informou que suspendeu temporariamente o Pix por precaução e iniciou a normalização dos serviços na manhã de segunda-feira. A instituição destacou que não houve invasão de contas de clientes nem vazamento de dados sensíveis. “A segurança das informações é prioridade”, afirmou o banco, acrescentando que segue à disposição para esclarecimentos.Histórico recente de ataques ao Pix

O episódio se soma a uma série de ofensivas cibernéticas contra o sistema financeiro brasileiro nos últimos meses. Em junho de 2025, um ataque à empresa C&M Software resultou no desvio de mais de R$ 800 milhões por meio do Pix, afetando diversas instituições.Já em setembro, a Sinqia também foi alvo de criminosos, em um ataque que desviou cerca de R$ 710 milhões — incluindo valores do HSBC e da sociedade de crédito direto Artta.

 Grande parte desses recursos acabou sendo bloqueada pelo Banco Central. Especialistas avaliam que, embora o sistema Pix seja robusto, a sofisticação crescente dos ataques exige constante atualização dos mecanismos de segurança e monitoramento, tanto por parte das instituições financeiras quanto dos órgãos reguladores.

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