Brasil está à frente da Europa em combustíveis, diz chanceler da Alemanha
Declaração ocorre na Hannover Messe e destaca uso de etanol e tecnologia
247 - O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou neste domingo (19) que o Brasil ocupa posição de destaque na transição energética ao apresentar avanços superiores aos da União Europeia no uso de novos combustíveis. A declaração ocorreu durante evento internacional e reforçou o protagonismo brasileiro no setor.
Segundo informações divulgadas a partir da cerimônia de abertura da Hannover Messe, Merz destacou o desempenho brasileiro em tecnologias ligadas a combustíveis alternativos. O chanceler mencionou políticas adotadas ao longo das últimas décadas e reconheceu a evolução do país nesse campo.
Destaque ao etanol e tecnologia
Merz citou o desenvolvimento do etanol no Brasil como exemplo de inovação consolidada. “Isso só é possível com combustíveis sintéticos e novas tecnologias. O Brasil está à frente da União Europeia nesse aspecto”, afirmou.
O chanceler também fez referência à fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o histórico da política energética brasileira. Ele lembrou que o país iniciou a adoção de carros movidos a etanol ainda na década de 1970 e destacou que grande parte da frota atual opera com tecnologia flex.
Cooperação com a Europa
Durante o evento, Lula apontou oportunidades de cooperação entre Brasil e União Europeia no setor energético. “O Brasil pode ajudar a União Europeia a diminuir custos de energia e descarbonizar sua indústria. Para isso, é essencial que as regras do bloco levem em conta a matriz energética limpa utilizada em nossos processos produtivos”, afirmou.
A declaração reforça o papel estratégico do Brasil como fornecedor de soluções para a transição energética global, com base em sua matriz mais limpa e em tecnologias já consolidadas.
Papel global do Brasil
A participação do país na Hannover Messe amplia sua visibilidade internacional em áreas como inovação, sustentabilidade e indústria. O reconhecimento por parte da Alemanha indica a relevância do Brasil na agenda global de energia e aponta para possíveis parcerias no desenvolvimento de tecnologias voltadas à redução de emissões.


