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Ibovespa registra queda expressiva influenciado por Fed e petróleo

Mercado reflete incertezas globais, e índice fecha em baixa

Painel da bolsa em São Paulo - 21/03/2019 (Foto: REUTERS/Nacho Doce)

Reuters - A quarta-feira foi de forte correção negativa na bolsa paulista, com o Ibovespa fechando abaixo dos 185 mil pontos e revertendo os ganhos de abril.

A disparada dos preços do petróleo no exterior, em meio a receios envolvendo a situação no Oriente Médio, apoiou a alta das ações da Petrobras, mas minou o apetite a risco, acentuando preocupações com a inflação e o crescimento global.

O Federal Reserve manteve a taxa de juros na faixa atual de 3,50% a 3,75%, em sua decisão mais dividida desde 1992, e destacou que os desdobramentos da guerra no Oriente Médio está contribuindo para um alto nível de incerteza sobre as perspectivas econômicas.

De fato, o cenário geopolítico continua ditando o rumo dos mercados, mas resultados corporativos no Brasil também ocuparam as atenções, com investidores repercutindo os balanços e perspectivas de empresas como Vale, WEG e Santander Brasil.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em queda de 2,11%, a 184.631,35 pontos, no sexto pregão seguido de baixa e agora acumulando um declínio de 1,51% em abril, de acordo com dados preliminares.

Na mínima da sessão, o índice chegou a 184.504,18 pontos. Na máxima, marcou 188.709,96 pontos. O volume financeiro na bolsa somava R$25,9 bilhões antes dos ajustes finais.

O dia ainda reserva a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro, com economistas estimando um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, atualmente em 14,75%, mas um tom cauteloso no comunicado.

(Por Paula Arend Laier, edição Alberto Alerigi Jr.)

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