Líderes dos caminhoneiros criticam auxílio de R$ 400: "esmola", "deboche"

O governo Bolsonaro e lideranças do Congresso decidiram novas medidas eleitoreiras, entre elas o auxílio de R$ 400 para caminhoneiros e a ampliação do vale-gás

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(Foto: Reuters)


247 -  Representantes dos caminhoneiros não reagiram bem à proposta de um novo auxílio de R$ 400 mensais para autônomos, medida decidida ontem, 21, pelo governo Jair Bolsonaro e lideranças do Congresso Nacional. 

O auxílio caminhoneiro seria incluído na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em discussão no Senado e idealizada para tentar reduzir o preço dos combustíveis driblando as restrições impostas pela lei eleitoral, que impede a criação e a ampliação de programas sociais em ano de eleição.

>>> Governo e Congresso decidem novas medidas eleitoreiras: auxílio de R$ 400 para caminhoneiros e aumento do vale-gás

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Segundo Chico Alves, do UOL, líderes da classe enxergam o valor de R$ 400 como irrisório. Eles mantêm a reivindicação de que o governo Bolsonaro adote medidas de estabilização do preço dos combustíveis nos postos, como a criação de um fundo para amortecer os aumentos e o fim da Paridade dos Preços de Importação (PPI).

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Presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, declarou: "Ontem o governo federal recebeu R$ 8,8 bilhões dos lucros da Petrobrás, os acionistas receberam R$ 24 bilhões. Agora, Bolsonaro me vem com a proposta de R$ 400 de voucher para os caminhoneiros".

"[Arthur] Lira tem que procurar algum amigo que seja transportador para se informar se isso vai fazer algum efeito para a categoria. É uma esmola", criticou.

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Plinio Dias, presidente do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), diz que a proposta não tem cabimento: "O governo está brincando com a categoria, já que R$ 400 hoje não dá nem para 100 litros de diesel, nem cobre os pedágios de uma viagem". 

"Eles (integrantes do governo) estão totalmente fora de noção sobre o que é o transporte rodoviário. Enquanto o presidente Bolsonaro não ouvir os legítimos caminhoneiros, que desde 2021 tentam avisar que a nossa situação está cada vez mais precária, não vai chegar a lugar algum", disse Dias. 

O Presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Caminhoneiro Autônomo e Celetista, o deputado Nereu Crispim (PSD-RS), criticou, referindo-se a Jair Bolsonaro e Paulo Guedes: "Essa proposta é um deboche, desespero total, estão como baratas tontas. Pariram uma esmola eleitoreira que não paga a metade de uma recapagem de pneu. É preciso ter respeito".

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