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Lula vai se reunir com Von der Leyen no Rio

Encontro antecede assinatura histórica do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante encontro bilateral com a presidenta da Comiss‹o Europeia, Ursula von der Leyen, em Bruxelas, na Bélgica (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá uma agenda estratégica nesta sexta-feira (16), no Rio de Janeiro, ao se reunir com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O encontro ocorre às vésperas da assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, considerada uma das mais relevantes iniciativas de integração econômica dos últimos anos.

A conversa entre os líderes deve ser dedicada aos detalhes finais do tratado, negociado há mais de 20 anos e cuja assinatura está marcada para o sábado (17), em Assunção, no Paraguai. Apesar de ter atuado diretamente para destravar o acordo, Lula não participará da cerimônia oficial de assinatura, que ocorrerá em nível ministerial.

O Brasil será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A decisão de não incluir o presidente brasileiro no evento reflete o formato adotado para o encerramento do processo, após a conclusão política das negociações entre os dois blocos.

Em linhas gerais, o acordo Mercosul-União Europeia estabelece a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de regras comuns para áreas como comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. O tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, conectando economias que, juntas, reúnem cerca de 51 milhões de consumidores.

Durante as negociações, Lula se destacou como um dos principais líderes sul-americanos a pressionar e dialogar com autoridades europeias para viabilizar a conclusão do acordo. A expectativa é de que os impactos do tratado ultrapassem o agronegócio, alcançando também setores relevantes da indústria brasileira e ampliando a inserção do país em cadeias globais de valor.

O governo brasileiro pretendia concluir a assinatura ainda durante a presidência pro tempore do Brasil no Mercosul, encerrada em dezembro. No entanto, um pedido de adiamento feito pela Itália, diante de resistências internas em países como França e Polônia, acabou postergando o desfecho do processo.

Mesmo com o atraso, a assinatura prevista para este fim de semana consolida um marco histórico nas relações entre o Mercosul e a União Europeia, encerrando um ciclo de negociações iniciado no final do século passado e abrindo uma nova etapa na integração econômica entre os dois blocos.

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