Petrobras deve lucrar R$ 31,1 bilhões no 4º trimestre de 2025, estima Ineep
Projeção indica recuperação após prejuízo no fim de 2024 e aponta lucro anual próximo de R$ 125,5 bilhões
247 - Estimativas do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) apontam que a Petrobras deverá registrar lucro líquido de aproximadamente R$ 31,1 bilhões no quarto trimestre de 2025. O resultado positivo também incluiria receita líquida estimada em R$ 121,9 bilhões, EBITDA ajustado de R$ 65,5 bilhões e distribuição de dividendos em torno de R$ 8,4 bilhões aos acionistas.
O levantamento do Ineep, que analisou indicadores operacionais e financeiros da companhia antes da divulgação oficial do balanço. A Petrobras anunciará os resultados referentes ao quarto trimestre de 2025 no dia 5 de março.
Caso a projeção se confirme, a estatal registrará o quarto trimestre consecutivo de lucro líquido. O desempenho marca uma reversão em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a empresa havia registrado prejuízo de R$ 17 bilhões no quarto trimestre de 2024.
Nos três primeiros trimestres de 2025, a Petrobras acumulou lucro líquido de R$ 94,5 bilhões. Com a estimativa de R$ 31,1 bilhões para o último trimestre, o resultado anual da companhia poderá atingir cerca de R$ 125,5 bilhões ao final do exercício.
O desempenho positivo projetado está associado, principalmente, ao aumento da produção. Segundo as estimativas, a produção total de óleo, líquidos de gás natural (LGN) e gás natural cresceu 18,3% na comparação com o quarto trimestre de 2024. Esse avanço foi impulsionado pela entrada em operação de oito novos poços produtores no trimestre no polígono do pré-sal — parte de um total de 33 novos poços ativados ao longo de 2025.
Além da expansão produtiva, as vendas de derivados no mercado interno registraram aumento de 0,7%, com destaque para os derivados médios, como diesel e querosene de aviação (QAV), além da gasolina.
Mesmo com o aumento de produção e vendas, os preços médios dos derivados comercializados pela companhia apresentaram queda na comparação anual. Segundo estimativas do Ineep, o valor médio recuou de R$ 484,5 por barril no quarto trimestre de 2024 para R$ 464,2 por barril no mesmo período de 2025, redução de 4,2%.
O resultado estimado para o quarto trimestre também inclui impactos de itens considerados não recorrentes. Entre eles está o pagamento de R$ 6,97 bilhões pelos direitos e obrigações da União nas áreas de Mero e Atapu, adquiridos no leilão de áreas não contratadas realizado pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).
Outro impacto contabilizado foi de R$ 1,54 bilhão referente ao Acordo de Equalização de Gastos e Volumes (AEGV), decorrente do Acordo de Individualização da Produção (AIP) da jazida compartilhada do pré-sal de Jubarte.
No acumulado de 2025 até o terceiro trimestre, a Petrobras já havia apresentado forte crescimento nos resultados. O lucro líquido somou R$ 94,57 bilhões no período, valor 75,9% superior ao registrado nos primeiros nove meses de 2024, quando o resultado foi de R$ 53,76 bilhões.
Os investimentos da companhia também avançaram ao longo do ano. Entre janeiro e setembro de 2025, os aportes em ativos imobilizados e intangíveis totalizaram R$ 73,1 bilhões, montante 35,5% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2024, quando os investimentos alcançaram R$ 53,95 bilhões.
Em relação à remuneração aos acionistas, a Petrobras distribuiu R$ 12,16 bilhões em dividendos no terceiro trimestre de 2025. O valor representa aumento de 40,4% frente aos R$ 8,66 bilhões pagos no segundo trimestre do ano.
Apesar do avanço trimestral, no acumulado até o terceiro trimestre os dividendos pagos somaram R$ 32,54 bilhões, cifra 49,2% inferior aos R$ 64,05 bilhões distribuídos no mesmo período de 2024.

