Renan Filho diz que o governo precisa defender Haddad na política fiscal: 'meta não é limite para gasto'
"Meta é o objetivo, e sempre é mais audaciosa do que o limite", disse o ministro dos Transportes
247 - O ministro dos Transportes, Renan Filho, defendeu o titular da Fazenda, Fernando Haddad, que busca a meta de déficit zero para 2024. "O que garante sustentabilidade fiscal é limite para gasto. Meta não é limite para gasto. Você entende bem a diferença das palavras. Meta é o objetivo, e sempre é mais audaciosa do que o limite. O que o arcabouço fiscal faz é impor limite para gasto, e é o que o Brasil precisa", disse Filho em entrevista à Reuters. Para alcançar o déficit zero, é necessária arrecadação de até R$ 168 bilhões. Em 2023, o déficit deve ficar em torno de R$ 140 bilhões.
De acordo com a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não tem uma posição sobre metas fiscais para o ano que vem. "Cada parlamentar tem o direito não só de colocar uma meta de -1% ou -0,75%, mas até de falar 'nós queremos um superávit de 0,25%'", disse ela a jornalistas no Ministério da Fazenda, em Brasília (DF), após uma reunião com Haddad, e com a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. "A gente (a área econômica do governo) não discutiu essa possibilidade de mudança de meta. Temos até sexta-feira ou segunda-feira com a possibilidade de ser estendida", afirmou após uma reunião com o chefe da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) estendeu, na segunda-feira, o prazo final para a apresentação de emendas à LDO. Os parlamentares poderão sugerir mudanças no texto até às 16h da próxima sexta-feira (17). Anteriormente o prazo era até a quinta-feira (16).