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Vale retoma liderança global do minério de ferro com produção recorde em 2025

Mineradora brasileira alcança 336 milhões de toneladas no ano, supera a Rio Tinto e registra avanços em cobre e níquel, apesar da queda nas pelotas

Logo da Vale no Rio de Janeiro 07/08/2017 REUTERS/Ricardo Moraes (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

247 - A Vale encerrou 2025 com desempenho que a recolocou no topo do ranking mundial de produção de minério de ferro. A companhia atingiu um volume anual de 336 milhões de toneladas, crescimento de 2,6% em relação ao ano anterior, resultado que permitiu à mineradora brasileira superar a anglo-australiana Rio Tinto e recuperar a liderança global do setor, posição que havia perdido em 2018.Os dados constam do relatório de produção e vendas divulgado pela empresa nesta terça-feira (27) e foram originalmente publicados pelo Valor Econômico, que detalhou os números do quarto trimestre e do acumulado do ano. No período entre outubro e dezembro, a produção de minério de ferro somou 90,4 milhões de toneladas, avanço de 6% na comparação anual.

O desempenho anual foi impulsionado, sobretudo, pelas operações no complexo S11D, em Carajás, no Pará. Segundo o relatório da companhia, a produção da unidade atingiu um recorde de 86 milhões de toneladas em 2025, consolidando-se como um dos principais ativos da Vale no segmento de minério de ferro.

Apesar do avanço no minério, a produção de pelotas apresentou retração. No quarto trimestre, o volume produzido caiu 9,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 8,3 milhões de toneladas. No acumulado de 2025, a queda foi ainda mais expressiva, de 15%, com produção de 31,356 milhões de toneladas.

Vendas e preços do minério de ferro

As vendas de finos de minério de ferro também mostraram crescimento no fim do ano. Entre outubro e dezembro, o volume comercializado alcançou 73,5 milhões de toneladas, alta de 5,2% na comparação anual. No entanto, as vendas de pelotas recuaram 10% no mesmo período, para 9,05 milhões de toneladas.

No acumulado de 2025, as vendas de finos de minério de ferro chegaram a 273 milhões de toneladas, um avanço de 4,9%. Já as vendas de pelotas totalizaram 32,8 milhões de toneladas, queda de 14,4% em relação a 2024.

Em termos de preços, o valor médio realizado nos finos de minério de ferro no quarto trimestre subiu 2,6% frente ao mesmo período de 2024, atingindo US$ 95,4 por tonelada. No ano fechado, porém, o preço médio ficou em US$ 91,6 por tonelada, recuo de 3,9% na comparação anual. Para as pelotas, o preço médio no quarto trimestre caiu 8,1%, para US$ 131,4 por tonelada, enquanto no acumulado do ano a média foi de US$ 134 por tonelada, retração de 13,3%.

Desempenho no níquel

No segmento de níquel, a Vale registrou crescimento moderado no último trimestre do ano. A produção entre outubro e dezembro somou 46,2 mil toneladas, alta de 1,5% em relação ao mesmo período de 2024. As vendas avançaram 5,3%, alcançando 49,6 mil toneladas.

No acumulado de 2025, a produção de níquel cresceu 10,8%, totalizando 177,2 mil toneladas. As vendas acompanharam a tendência positiva, com alta de 11,3% e volume de 172,8 mil toneladas. O preço médio realizado no ano foi de US$ 15.556 por tonelada, representando queda de 8,9%.

Avanço expressivo no cobre

O cobre foi outro destaque positivo no balanço operacional da mineradora. No quarto trimestre, a produção atingiu 108,1 mil toneladas, crescimento de 6,2% na comparação anual. As vendas no período somaram 106,9 mil toneladas, alta de 8%.

O preço médio do cobre no quarto trimestre foi de US$ 11.003 por tonelada, avanço significativo de 19,8%. No acumulado de 2025, a produção chegou a 382,4 mil toneladas, aumento de 9,8% em relação a 2024, enquanto as vendas cresceram 12,4%, para 367,8 mil toneladas. O preço médio anual do metal ficou em US$ 9.763 por tonelada, alta de 10,8%.

Com os resultados consolidados de 2025, a Vale encerra o ano com recuperação da liderança global no minério de ferro e desempenho operacional diversificado, marcado por crescimento relevante em cobre e níquel, mesmo em um cenário de retração na produção e nas vendas de pelotas.

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