Vivemos um comunismo às avessas com os bancos brasileiros, diz advogado

Autor de ação que foi atendida pela Justiça do DF e impede que bancos distribuam lucros e dividendos durante a pandemia, Márcio Casado diz que o setor financeiro no Brasil não tem o mínimo de solidariedade com a sociedade, mesmo o País vivenciando uma pandemia e as pessoas podendo morrer de fome (assista)

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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247 - O advogado Márcio Casado falou à TV 247 sobre como o Brasil se destaca em relação a outros países em relação à concentração de dinheiro nas mãos de bancos e como o Banco Central controla o setor financeiro a favor das instituições - e não dos clientes. Para ele, o Brasil vive um “comunismo às avessas” com o setor financeiro.

Casado é autor de uma Ação Popular atendida pela Justiça do Distrito Federal, mas de caráter nacional, que impede que bancos distribuam lucros e dividendo durante a pandemia do coronavírus e que ainda suspende o débito em folha dos empréstimos consignados tomados por aposentados, pensionistas e servidores públicos por quatro meses.

O advogado afirma que é necessária uma regulação maior do Banco Central, pois o setor financeiro brasileiro “não tem o mínimo de solidariedade” e cobra juros estratosféricos. Ele diz que os bancos brasileiros e no País são muito piores que no resto do mundo, onde já é ruim. “A gente consegue ser muito pior. O Santander na Espanha não faz o que ele faz no Brasil”, compara.

Trata-se de uma verdadeira política de terra arrasada, ou como define, um “faroeste” dos bancos, que “não têm preocupação com uma parcela da população, que vai morrer [de fome]” durante a crise econômica causada pela pandemia e pelo isolamento social.

Casado ainda disse que “neste governo [de Jair Bolsonaro], a única quarentena é a do dinheiro, que fica guardado nos bancos” e não é liberado nem para os empresários, muitos menos para o povo. “Vivemos uma situação distópica”, ressalta.

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