Dilma: haverá uma tentativa de criminalizar o Mais Médicos

Segundo a ex-presidente Dilma Rousseff, os EUA promovem um ataque contra a Organização Pan-Americana da Saúde para desmantelar o programa Mais Médicos, como “parte de uma grande ofensiva dos Estados Unidos contra Cuba e contra os órgãos multilaterais de cooperação”. Assista na TV 247

Dilma Rousseff e Alexandre Padilha
Dilma Rousseff e Alexandre Padilha (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
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247 - A ex-presidente Dilma Rousseff, em entrevista à TV 247, avaliou a tentativa dos Estados Unidos de atrapalhar a eleição de Cuba para o Conselho Executivo da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) como uma ofensiva norte-americana contra a ilha, que pode resvalar no Brasil.

Para ela, a interferência estadunidense neste caso é mais um demonstrativo do desprezo do governo Donald Trump a órgãos de política multilateral. “Essa eleição e a tentativa de bloqueio da eleição de Cuba para o Comitê Executivo da Opas é parte de uma grande ofensiva dos Estados Unidos contra Cuba e contra os órgãos multilaterais de cooperação. Nós vimos isso acontecer com a Organização Mundial da Saúde em plena pandemia, ele retira o apoio à OMS tentando pressionar para uma avaliação absurda a respeito do início da pandemia e não consegue. Em relação à Opas está acontecendo uma tentativa de inviabilizar a presença da Opas em ações cooperativas com o governo cubano, como é o caso do Mais Médicos no Brasil”. 

A ex-presidente afirmou que os EUA têm a intenção de atacar o governo cubano e acabar com sua característica solidária, que se mostrou muito forte durante a pandemia quando o país enviou diversos profissionais da saúde à Europa para auxiliar no combate ao coronavírus. Também, por meio do ataque ao Mais Médicos, os Estados Unidos tentam, de acordo com Dilma, inviabilizar qualquer ação cubana na área da saúde da América Latina.

“A primeira linha de ação: atacar o governo cubano e tentar descaracterizar como sendo uma das maiores ações de solidariedade que um país fez em todas as esferas, deu contribuições sempre que foram demandadas. Cuba mostra uma ação de solidariedade clara. Eles querem descaracterizar essa ação e impedir que ela ocorra. Ao mesmo tempo, no caso do Brasil e em parceria com o governo Bolsonaro, querem desmantelar a possibilidade de qualquer futura ação na América Latina como um todo, como foi o caso do Mais Médicos, pelo qual Cuba foi responsável por nos ajudar a atender a população brasileira no SUS”, disse.

Sobre a pressão norte-americana contra a Opas para a abertura de uma avaliação “independente” a respeito do programa Mais Médicos, Dilma rebateu qualquer desconfiança em relação à iniciativa, lembrando que o projeto foi validado pelo Congresso Nacional, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). “Os Estados Unidos vêm pressionando sistematicamente a Opas para abrir uma avaliação ‘independente’ a respeito do programa Mais Médicos que, do ponto de vista interno do Brasil, foi aprovado pelo Congresso, reiterada sua aprovação pelo STF e, além disso, foi objeto de avaliações feitas pelo Tribunal de Contas da União. Internacionalmente, os órgãos de controle internos da Opas já haviam dado parecer positivo para o Mais Médicos”.

Inscreva-se na TV 247 e assista à fala de ex-presidente Dilma Rousseff na íntegra:

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