Michelle Bolsonaro cometeu crime de intolerância e deve ser punida, diz Eduardo Guimarães

“Ela tem que respeitar. Se não pela ética, pela força da lei que criminaliza a intolerância religiosa, que prevê reclusão e multa”, esclarece o jornalista

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(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil 247 | Isac Nóbrega/PR)


247 - Em entrevista à TV 247, o jornalista Eduardo Guimarães cobrou que a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, seja criminalizada por promover discurso de ódio contra as religiões de matriz africana. A fala de Guimarães acontece após Michelle compartilhar em sua conta no Instagram um vídeo ofendendo o ex-presidente Lula (PT) e os povos de religiões africanas.

No vídeo, que afirma que Lula "entregou sua alma para vencer essa eleição", Michelle diz: “isso pode, né! Eu falar de Deus, não”. 

>>> Michelle Bolsonaro compartilha ataque a Lula e religiões africanas: "entregou a alma para vencer essa eleição" (vídeo)

“Ela tem  que respeitar. Se não pela ética, pela força da lei que criminaliza o preconceito e intolerância religiosa, que prevê de um a três anos de reclusão e multa”, esclarece o jornalista.

Guimarães põe em cheque a personalidade de Michelle Bolsonaro e diz que ela é “uma pessoa feroz”. “Como é que uma pessoa que age como uma liderança religiosa trata desta forma uma outra religião? As religiões se respeitam. Esses ataques virulentos vão mostrando que aquela carinha de pasmada é só uma cara. Por baixo tem uma pessoa feroz”, finaliza Guimarães. 

>>> Michelle Bolsonaro representa as trevas, diz colunista da Folha

A postagem preconceituosa vem na esteira do uso do Palácio do Planalto para a realização de cultos evangélicos e de declarações de que o local "já foi consagrado a demônios."

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