CBF espera decisão do Ministério da Saúde para receber vacinas da Conmebol

A CBF está esperando posicionamento do Ministério da Saúde para saber se poderá utilizar as doses de vacinas doadas pela Conmebol para imunizar jogadores da seleção e de clubes do país

Rogério Caboclo
Rogério Caboclo (Foto: Reprodução/CBF)
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247 - A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está esperando posicionamento do Ministério da Saúde para saber se poderá utilizar as doses de vacinas doadas pela Conmebol (que organiza o futebol sul-americano) para imunizar jogadores da seleção e de clubes do país.

A CBF entrou em contato com a pasta após o Comitê Olímpico do Brasil (COB) entrar em negociação para que os atletas que irão aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio sejam incluídos no grupo prioritário.

Para não furar fila e serem incluídos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 (PNO), o Ministério da Saúde terá que emitir uma nota técnica.

Anisa diz que confiscará para o SUS vacinas doadas à Conmebol

No dia 14 de abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que, caso as vacinas CoronaVac recebidas pela Conmebol entrem no Brasil, elas serão confiscadas para o Sistema Único de Saúde (SUS).

A Conmebol é a entidade que controla o futebol na América do Sul e organiza a Copa Libertadores.

Na terça-feira, 13, a confederação sul-americana anunciou que tinha recebido 50 mil doses do imunizante da empresa chinesa Sinovac Biotech e pretendia distribuí-los para clubes e seleções para facilitar a retomada das eliminatórias para a Copa do Mundo e do futebol em geral.

A Anvisa, porém, destacou que, de acordo com a lei 14.125/2021, sancionada por Jair Bolsonaro em 10 de março, em caso de importação de vacinas, eles devem ser integralmente incorporadas pelo SUS “a fim de serem utilizadas no âmbito do Programa Nacional de Imunizações”.

Além disso, a vacinação de jogadores, auxiliares, técnicos e funcionários permitiria furar a fila do Plano Nacional de Imunização do governo federal, visto que parte destes não são do grupo prioritário.

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