Quem é a brasileira é acusada de racismo em jogo da Copa da Rainha, na Espanha
Jogadora do Tenerife denuncia atleta do Atlético de Madrid, e arbitragem aciona protocolo antirracismo durante a partida
247 - A atacante brasileira Giovana Queiroz, do Atlético de Madrid, foi acusada de racismo durante a semifinal da Copa da Rainha. O caso foi registrado em súmula pela arbitragem e divulgado pela CNN Brasil.
A denúncia partiu de uma jogadora do Tenerife, que relatou à árbitra um suposto comentário racista direcionado à atleta Fatou Dembele durante um momento de tensão na partida. Segundo a acusação, a brasileira teria utilizado o termo "negra" ao se referir à adversária.
De acordo com o relato oficial, a situação ocorreu aos 44 minutos do segundo tempo, durante uma confusão generalizada entre atletas das duas equipes, que resultou na expulsão de Dembele. A goleira Noelia Ramos foi quem comunicou o episódio à arbitragem.
Na súmula da partida, a árbitra descreveu o ocorrido: "No minuto 89 da partida, após a expulsão da jogadora do Tenerife, Dembele Fatou, a jogadora do Tenerife Noelia Ramos Álvarez me informa que a jogadora do Club Atlético de Madrid, Giovana Queiroz, se dirigiu à jogadora do Tenerife, Dembele Fatou, com o seguinte termo: "negra", que não pode ser ouvido por nenhuma das integrantes da equipe de arbitragem".
O documento também informa que, diante da denúncia, foi acionado o protocolo antirracismo previsto para competições oficiais. "Em consequência, ativamos o protocolo contra o racismo, motivo pelo qual a partida ficou interrompida por cinco minutos", conclui a súmula.
Apesar da gravidade da acusação, a equipe de arbitragem destacou que não ouviu diretamente a suposta declaração, o que deve ser considerado na análise posterior do caso pelas autoridades esportivas.
Até o momento, nem o Atlético de Madrid nem Giovana Queiroz se pronunciaram oficialmente sobre o episódio. As redes sociais do clube divulgaram apenas imagens da partida, sem menção à polêmica.
O caso deverá ser analisado pelas entidades responsáveis pelo futebol espanhol, que podem abrir investigação para apurar os fatos e, se necessário, aplicar sanções disciplinares. O episódio reacende o debate sobre racismo no esporte e a eficácia dos protocolos adotados para coibir esse tipo de conduta dentro de campo.