Anvisa manda recolher lote de molho de tomate com cacos de vidro
Além do molho de tomate, a Anvisa também anunciou o recolhimento de cinco lotes do suplemento alimentar
247 - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (7), o recolhimento de um lote do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro, após a identificação de fragmentos de vidro no produto. A decisão inclui a suspensão imediata da comercialização, distribuição, importação, divulgação e consumo do item no Brasil.
De acordo com a Anvisa, a medida foi adotada após notificação do Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações (RASFF), mecanismo internacional que monitora riscos à segurança alimentar.
O alerta indicou que o lote LM283 do produto, importado para o mercado brasileiro, continha pedaços de vidro, representando risco à saúde dos consumidores. As informações foram divulgadas inicialmente pelo portal Metrópoles.
Além do molho de tomate, a Anvisa também anunciou o recolhimento de cinco lotes do suplemento alimentar Neovite Visão, da empresa BL Indústria Ótica Ltda. (Bausch Lomb), voltado à saúde ocular. A determinação atinge os lotes 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e S25G072, que ficam proibidos de ser comercializados, distribuídos, fabricados, importados, divulgados e consumidos.
Segundo a agência reguladora, os suplementos foram fabricados com Capsicum annuum L., fruto da páprica, ingrediente que não é autorizado em suplementos alimentares como fonte de zeaxantina. Além disso, foi constatado que a quantidade de Caramelo IV (caramelo processo sulfito-amônia) presente nos produtos ultrapassa o limite máximo permitido pela legislação sanitária.
A Anvisa informou ainda que a própria empresa comunicou que fará o recolhimento voluntário dos lotes afetados, como forma de mitigar riscos e atender às exigências regulatórias.
Outros produtos também entraram no radar da fiscalização sanitária. Os suplementos Vitamina C Sucupira com Unha de Gato Ervas Brasil e Suplemento Alimentar Colesterol Ervas Brasil, fabricados pela empresa Ervas Brasil Indústria Ltda., tiveram todas as atividades relacionadas suspensas.De acordo com a Anvisa, a fabricante não possui licença sanitária nem alvará de funcionamento, além de utilizar ingredientes não autorizados em alimentos. A agência destacou ainda problemas na forma como os produtos eram divulgados ao público.“
Além disso, faz divulgação irregular dos produtos, com falsas indicações terapêuticas, associando o seu uso a benefícios funcionais e de saúde, sem comprovação científica”, informou a Anvisa em comunicado oficial.A orientação do órgão é para que consumidores verifiquem os lotes dos produtos adquiridos, interrompam imediatamente o uso dos itens suspensos e entrem em contato com os fabricantes ou pontos de venda para obter informações sobre troca ou devolução. Casos suspeitos podem ser denunciados aos canais oficiais da Anvisa ou às vigilâncias sanitárias locais.
