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Humorista rebate ataque após morte do filho e critica comentário sobre religião

Artista reage a internauta que associou tragédia familiar a piadas e desabafa sobre luto e revolta

Cacofonias era pai do Francisco Antunes, de 10 anos, que morreu na segunda-feira (30) com a mãeFoto: Vinicius Cacofonias/Instagram (Foto: Reprodução)

247- O humorista Vinicius Antunes, conhecido como Cacofonias, usou as redes sociais para rebater um comentário considerado cruel após a morte do filho, Francisco Farias Antunes, de 9 anos. 

A tragédia ocorreu na última segunda-feira (30), na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. Francisco estava em uma bicicleta elétrica ao lado da mãe, Emanoelle Martins Guedes de Farias, de 40 anos, quando ambos foram atingidos por um ônibus. Os dois não resistiram aos ferimentos.

Com a repercussão do caso, o humorista passou a receber mensagens nas redes sociais. Entre elas, um comentário chamou atenção pelo teor ofensivo. Um internauta associou a morte da criança a piadas feitas pelo artista envolvendo religião. “Fez piada coma bíblia toma”, escreveu o usuário.

Vinicius não deixou a publicação sem resposta e reagiu de forma direta, expondo sua indignação diante da tentativa de responsabilizá-lo pela tragédia. “A avó dele era evangélica, a mãe dele também morreu sendo de família evangélica. Seu Deus matou dois que não têm nada a ver e me deixou vivo para continuar fazendo piadas. Toma!”, afirmou.

Ao compartilhar o print da interação, o humorista ainda reforçou o tom de revolta e prometeu seguir com seu trabalho, mesmo diante das críticas. “voltarei muito pior, aguardem! Fica uma palhinha”, acrescentou.

O velório e o sepultamento de Francisco, carinhosamente chamado de Chico, aconteceram nesta quarta-feira (1/4), no Cemitério da Penitência, no bairro do Caju, região portuária do Rio. Em meio à dor, Vinicius falou com a imprensa e revelou que evitou assistir a imagens do acidente.

Durante a breve declaração, o humorista também cobrou melhorias na infraestrutura urbana e mais segurança no trânsito, destacando que tragédias como essa poderiam ser evitadas com políticas públicas mais eficazes.

A morte de mãe e filho reacendeu discussões sobre segurança viária na capital fluminense e o uso de bicicletas elétricas em áreas urbanas movimentadas, além de evidenciar o impacto devastador de discursos de ódio em momentos de vulnerabilidade emocional.

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