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Mulher jogada de penhasco pelo ex em Minas recebe alta

A filha da vítima, Thaine Eloísa, de 24 anos, publicou nas redes sociais uma foto da mãe

Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, sequestrada, e jogada de um penhasco na Serra do Rola-Moça, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (Foto: Reprodução)
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247 - Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, a mulher jogada de penhasco pelo ex em BH, recebeu alta hospitalar nesta quarta-feira (27) e voltou para casa após ser resgatada em uma área de mata na Serra do Rola-Moça, na Região Metropolitana de Belo Horizonte; as informações são do Metrópoles.

O caso mobilizou equipes de resgate e a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), depois que Ana Cláudia foi sequestrada e lançada de uma encosta de cerca de 50 metros. Apesar da violência do ataque, ela não sofreu fraturas graves e passou a primeira noite em casa ao lado da família.

A filha da vítima, Thaine Eloísa, de 24 anos, publicou nas redes sociais uma foto da mãe sentada no sofá, segurando um buquê de flores recebido após deixar o hospital. Na imagem, Ana Cláudia aparece com curativos no rosto, principalmente na região do nariz, ferido durante a queda.

Ao compartilhar o registro, Thaine escreveu: “Te amo”. A mensagem marcou o retorno de Ana Cláudia ao convívio familiar depois de dias de medo, buscas e internação.

O ex-companheiro da vítima, Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, foi preso em flagrante na terça-feira (26). Segundo a PCMG, ele confessou o crime em vídeo gravado após a prisão e deverá responder por estupro e tentativa de feminicídio.

Antes do ataque, Ana Cláudia havia solicitado uma medida protetiva contra o suspeito. De acordo com a Polícia Civil, o pedido foi encaminhado ao Judiciário em 21 de maio, cinco dias antes do crime.

Na gravação feita pela polícia, Silvanildo afirmou que abordou Ana Cláudia quando ela chegava ao trabalho e a obrigou a entrar no carro. Em seguida, levou a vítima até a região do Jardim Canadá, em Nova Lima, onde a jogou da encosta.

“Eu peguei ela descendo do ônibus, abracei ela e falei pra ela entrar no carro. Ela falou: ‘Você vai me matar?’ Levei ela lá pro Jardim Canadá e joguei ela lá do penhasco”, afirmou o suspeito.

Ainda segundo o relato registrado após a prisão, Silvanildo disse ter percebido que Ana Cláudia continuava viva depois da queda. Ele afirmou que tentou descer até o local, mas desistiu por causa da dificuldade de acesso à área.

Ana Cláudia foi localizada com vida pelo Corpo de Bombeiros após passar cerca de 24 horas em uma área de mata. De acordo com os militares, ela estava consciente e orientada quando foi encontrada, apresentando escoriações pelo corpo, principalmente nas costas, além de ferimentos em um dos pés.

Mesmo machucada, a vítima conseguiu subir parte do barranco e se agarrar à vegetação até ser vista pelas equipes de resgate. A localização dela encerrou uma busca que começou após familiares receberem informações sobre o desaparecimento e o risco de que ela tivesse sido levada pelo ex-companheiro.

As investigações tiveram início depois que Ana Cláudia enviou mensagens à filha mais velha relatando que havia visto Silvanildo rondando a escola da filha caçula. Horas depois, o suspeito telefonou para um ex-genro e disse que havia sequestrado a mulher e pretendia jogá-la de um penhasco.

Com Silvanildo, os policiais encontraram roupas, facas, um canivete usado para ameaçar a vítima e um celular. O material foi apreendido e deve ser analisado no curso da investigação.

O caso segue sob apuração da Polícia Civil de Minas Gerais. Ana Cláudia, que sobreviveu à queda e ao período em área de mata, permanece em recuperação junto à família.