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Veja por que Edir Macedo injetou R$ 250 milhões em seu banco

O reforço de capital atende a exigências do Banco Central

Edir Macedo (Foto: Reprodução (Redes Sociais))

247 - O fundador da Igreja Universal e controlador do grupo Record, Edir Macedo, realizou um aporte de R$ 250 milhões no banco Digimais em dezembro do ano passado. A informação foi publicada nesta quinta-feira (26) pela coluna de Julio Wiziack. Segundo a publicação, o reforço de capital atende a exigências do Banco Central e integra um plano de reestruturação com vistas à atração de um comprador para a instituição.

O Digimais aguarda a autorização do regulador para divulgar seu balanço já com o novo aporte contabilizado. O investimento foi feito com recursos próprios do controlador e tem como objetivo fortalecer os indicadores de capital do banco.

Instituições do porte do Digimais costumam apresentar índice de capital acima de 12%, em média, segundo dados citados na publicação. Isso significa que, a cada R$ 100 em ativos — como carteiras de crédito e imóveis — cerca de R$ 12 são recursos do controlador. A exigência funciona como mecanismo de proteção para absorver eventuais perdas decorrentes de operações mal sucedidas.

Conforme dados do Banco Central mencionados na reportagem, o Digimais figura entre as instituições de seu segmento com um dos menores índices de capital próprio. Em setembro, último dado disponível, o indicador estava em 6,35%. Em junho de 2025, havia alcançado 12,07%.

A movimentação ocorre em meio a uma disputa societária envolvendo o banco. O presidente do Digimais, Aldemir Bendine, determinou uma revisão detalhada da carteira de crédito da instituição. O banco enfrenta questionamentos de Roberto Campos Marinho Filho, dono da gestora Yards e sócio do Digimais no fundo de investimento EXP 1.

Marinho Filho cobra R$ 462,2 milhões, valor referente a Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) emitidos por Master, Reag e Fictor, que teriam sido utilizados como pagamento pelas cotas do fundo. Segundo ele, os títulos seriam “podres”, ou seja, sem lastro.

O Digimais questionou a acusação e afirmou que as operações têm qualidade comprovada. Segundo o banco, mais de R$ 88 milhões já foram destinados ao fundo como resultado dos pagamentos realizados pelos tomadores dos empréstimos vinculados aos títulos.

Aldemir Bendine assumiu efetivamente a presidência da instituição há pouco mais de um mês e conduz o processo de reorganização interna em meio às exigências regulatórias e à busca por investidores interessados no controle do banco.

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